Após vários anos de afastamento, o Algarve estará de regresso ao palco principal do futebol português, na temporada 2017/2018, depois do Portimonense se ter sagrado campeão nacional da segunda liga. A poucas semanas do início dos trabalhos, o capitão Ricardo Pessoa faz um balanço da época transata e revela o sonho de cumprir os seus últimos três anos como atleta profissional no primeiro escalão, a vestir, claro, a camisola do Portimonense. 

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

A conquista do campeonato nacional da segunda liga de futebol profissional por parte do Portimonense já faz parte do passado, agora, os pupilos de Vítor Oliveira olham em frente e preparam-se, da melhor forma possível, para enfrentar os duros desafios que os esperam. “Festejamos e saboreamos o que conquistamos, mas o pensamento está na nova época. Claro que é uma memória que vai continuar viva, mas o estado de euforia já terminou”, garante Ricardo Pessoa, o capitão e coração do Portimonense há vários anos.
O lateral direito de 35 anos reconhece que a formação algarvia era, normalmente, um dos candidatos crónicos à subida de divisão, mas o objetivo só agora foi alcançado, depois de, em 2015/2016, ter falhado a promoção na derradeira jornada. “Era uma dívida que tínhamos para com a massa associativa, a cidade e o concelho e, por isso, atacamos esta época com esse desejo desde o primeiro minuto. O plantel era forte, a equipa técnica estava habituada a estes sucessos e as coisas correram bem”, analisa Ricardo Pessoa.
A fome de vencer e de subir à primeira liga era de tal forma forte que o Portimonense praticamente resolveu o assunto na primeira volta do campeonato, cavando, de imediato, uma distância pontual em relação à concorrência que lhe permitiu encarar o resto da temporada com mais calma. Apesar disso, algumas derrotas seguidas colocaram em risco o sonho dos algarvios, comprovando que nada está ganho até ao apito final do árbitro. “Realmente, começamos bastante bem e criamos uma almofada muito grande em termos pontuais. Na segunda volta, a equipa esteve um pouco abaixo do que pretendíamos, principalmente por causa das lesões. Sem esse fator, acredito que teríamos garantido mais cedo a subida e o título de campeões”, refere o entrevistado.
Com a época muito bem encaminhada logo no início de 2016, havia, contudo, que gerir as emoções, nomeadamente dos jogadores menos experientes, não baixar os índices de concentração, não diminuir a garra e a competitividade, tendo sido fundamental a rodagem que o mister Vítor Oliveira tem nestas andanças, já com uma dezena de subidas de divisão no seu palmarés, caso único a nível mundial. “O objetivo manteve-se sempre inalterado na cabeça dos atletas e os jogadores mais velhos lembraram constantemente que ainda nada estava ganho. Só podíamos fazer a festa depois do objetivo estar confirmado matematicamente”, sublinha Ricardo Pessoa. “A primeira meta era subir de divisão e, quando sentimos que isso já não fugia, apontámos à conquista do campeonato”, acrescenta.
Fez-se a festa, as férias estão a terminar, num instante arrancam os trabalhos da pré-epoca e, no início de agosto, a bola volta a girar, agora mais a sério. E Ricardo Pessoa carimba também o seu regresso à Primeira Liga, sendo um dos resistentes da altura em que o Portimonense esteve, pela última vez, no escalão principal, e depois de ter defendido igualmente as cores do Moreirense durante um ano, antes de voltar ao seu clube do coração. “Fiquei no Portimonense nos bons e nos maus momentos, apesar de terem surgido algumas propostas bastante interessantes do ponto de vista financeiro para embarcar novos projetos. Mas era aqui que gostava de estar, foram-se criando raízes e paixões que dificilmente me deixavam sair. O meu desejo sempre foi terminar a carreira no Portimonense”, assegura.

Publicado pela Chiado Editora, «Crónicas dos Emergentes» é uma descrição cronológica da realidade dos países emergentes da Eurásia entre 2005 e 2015, ilustrada com cenas do quotidiano vividas na primeira pessoa por Edgar Prates e por elementos históricos compilados por este farense que foi designer, dj e dirigente partidário antes de sair de Portugal e se tornar num prestigiado consultor internacional. Volvida mais de uma década, entende que Portugal não está a aproveitar a sua universalidade e as suas ligações culturais e históricas com o Sudeste Asiático, por medo de acordar alguns fantasmas do passado.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

A última conversa em pessoa que tive com Edgar Prates data de 20 de janeiro de 2005. Na altura, era o coordenador distrital e presidente da Juventude Popular de Faro, licenciado em Design de Comunicação pela Universidade do Algarve e a tirar um curso de Relações Públicas nos Estados Unidos da América. Antes disso, conhecia-o dos tempos da Rádio Antena Sul e da Super FM, mas também das cabines de DJ das principais discotecas do Algarve. Volvidos mais de 12 anos, reencontramo-nos precisamente no mesmo sítio, na Doca de Faro, por um motivo diferente, o lançamento de «Crónicas dos Emergentes – De Lisboa a Malaca 500 anos depois», publicado pela Chiado Editora. “Trabalhei como consultor durante seis anos na Europa de Leste, a fazer gestão de contas e a desenvolver novos negócios. Quando a crise atingiu o Velho Continente, muitas empresas e organizações mudaram-se para o Sudeste Asiático, um mercado bastante maior em termos geográficos e demográficos, e com uma população bem mais jovem. As multinacionais pretendiam quadros qualificados móveis, que vão conhecer os clientes, apresentar soluções inovadoras e assinar contratos no terreno, daí a minha partida para a Ásia”, conta o entrevistado. 
Por essa altura, Edgar Prates já estava bem habituado a lidar com diferentes culturas, com as questões legais e burocráticas que variam de país para país, com regimes políticos e sistemas financeiros distintos. “A Europa de Leste foi um modelo inicial de expansão económica, em que 12 países se juntaram de uma vez. O Sudeste Asiático está, neste momento, numa situação semelhante, mas a área é muito maior, os entraves são de outra dimensão, pelo que as empresas querem consultores experientes para atuarem na Tailândia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Birmânia, Sri Lanka. Não podemos olhar apenas para a China, Índia e Japão, há todo um novo mercado a crescer”, explica o profissional da Accenture, especialista em fornecer apoio logístico, legal e de recursos humanos às multinacionais, embaixadas e organizações internacionais que se expandem para o Sudeste Asiático.
Negócios que, como se adivinha, movimentam muitos milhões de dólares porque, naquela zona do globo, tudo é feito em quantidades gigantescas, indica Edgar Prates. “Singapura e Hong Kong tornaram-se muito caros e nota-se um segundo nível de deslocação das multinacionais, que vão para locais como Jacarta ou Manila, mais baratos e com abundância de recursos humanos. Manila tem 15 milhões de habitantes, em Jacarta são 20 milhões, e projetos que poderiam ser geridos do Japão, Singapura ou Londres, são enviados diretamente para essas cidades. Depois, de um momento para o outro, temos que contratar milhares de pessoas para montar a estrutura”, conta, adiantando que esta realidade é um reflexo da crise que se viveu recentemente no mundo ocidental, com as empresas à procura de compensarem as perdas financeiras que tiveram. “A solução é ir para os mercados emergentes, que crescem rapidamente, e há empresas que já estão de regresso ao lucro e a expandirem-se para a África e América do Sul. São negócios à escala global, nomeadamente nos setores financeiro e de prestação de serviços, mas também de produção industrial, por causa da mão-de-obra barata”, descreve.

O Teatro Lethes, em Faro, recebeu, nos dias 17 e 18 de junho, o espetáculo de fim de ano letivo 2016/2017 da Escola de Dança Incorpora. Sob o tema «À Borda d’Água o que vês?», perto de meia centena de jovens exibiram os seus dotes na dança contemporânea e ballet, mas as férias de Verão só chegam depois de alguns workshops e atuações nas próximas semanas.

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

Na noite de sábado e na tarde de domingo, dias 17 e 18 de junho, respetivamente, o Teatro Lethes esgotou por completo para se assistir a «À borda d'água o que vês?», que marcou o final do ano letivo de 2017/2017 da Escola de Dança Incorpora. Inspirado no célebre almanaque da vida «Borda d’Água», os jovens pupilos de Filipa Rodriguez (dança contemporânea) e Eduarda Corradini (ballet) interpretaram diversas coreografias com tremendo talento, num espetáculo surrealista com muita imagem e movimento.
Com dramaturgia de Filipa Rodriguez e coreografias de Filipa Rodriguez e Eduarda Corradini, a conceção visual esteve a cargo da OVA – Orquestra Visual Algarve, numa produção da Curioso Aplauso Associação Cultural, da qual Filipa Rodriguez é a vice-presidente da direção. “No primeiro período damos essencialmente a técnica, no segundo introduzimos exercícios de expressão criativa e da componente do imaginário e, no terceiro período, começamos a treinar as coreografias para o espetáculo. Os alunos são de Faro, Almancil, Quarteira, Estoi, nota-se um grande interesse dos jovens algarvios na dança”, comenta Filipa, já depois de ter descido o pano no final do segundo espetáculo.
Neste género de atividades, o «passa a palavra» é sempre a melhor publicidade, daí que o número de alunos venha a aumentar de ano para o ano, o que obrigou, inclusive, a escola de dança a mudar de instalações neste último ano letivo. E a maioria dos pais envolve-se mesmo a sério nesta paixão dos filhos, não se limita a ir levar e buscar os filhos às aulas, assegura a professora de dança contemporânea. “Compreendo que nem todos possam ter o mesmo grau de empenhamento por causa das suas profissões, mas estão sempre presentes nas atuações. Dos alunos, há aqueles que, quando chegam, dizem logo que querem ser bailarinos profissionais. Para outros, é apenas uma forma de ocupar o tempo e de trabalhar o corpo”, observa Filipa Rodriguez.
Do sonho à realidade depois tudo depende da dedicação de cada um, mas a entrevistada entende que cada vez há mais oportunidade de trabalho nesta área. “A mentalidade de que a dança é uma profissão sem futuro está a mudar gradualmente, mas sabemos que as coisas chegam sempre com algum atraso a Portugal”, reconhece a professora, adiantando que o tempo de férias ainda não chegou para os alunos. “Vão ter vários workshops de dança e teatro, porque o nosso objetivo é criar uma companhia multifacetada que produza espetáculos combinando a dança contemporânea com o teatro físico. Os alunos sabem que, se quiserem ser bailarinos clássicos, do ballet puro, esta não é a escola mais indicada”, avisa. Espetáculos que são importantes para desenvolver e motivar os jovens, para perceberem que não vão apenas aprender a teoria, e as solicitações são, de facto, muitas para atuar no Verão algarvio.

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No dia 1 de julho, às 18h, é inaugurada, no Museu de Portimão, a exposição «Jogos Tradicionais – Recordar a Brincar e Aprender a Jogar». A mostra resulta de uma investigação realizada pela comissária Constança Lago Brás, Etnóloga e Doutorada em Ciências Sociais e Humanas, que durante mais de vinte anos efetuou um trabalho de campo com a colaboração de colegas e estudantes da Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve e a ajuda de muitos informantes.
A exposição estabelece um interessante paralelismo entre os jogos tradicionais portugueses e outros quotidianos lúdicos europeus, como a Índia ou a China e outros locais onde a presença portuguesa criou uma forte ligação histórica. É um trabalho expositivo que evoca memórias, algumas já perdidas, mas outras através de múltiplos objetos ainda subsistem e continuam a ser praticadas mantendo uma interessante e dinâmica continuidade histórica e intergeracional. O visitante terá a oportunidade de realizar uma viagem às raízes dos jogos tradicionais, divididos entre os chamados jogos de mão, jogos de corpo e objetos lúdicos, que marcaram a infância de muitas gerações e fazem parte da identidade coletiva de uma sociedade que acumula vivências no decurso da história, que evolui e vai dando lugar a novos contextos e formas de viver as práticas lúdicas de outrora.

O emblemático Jardim da Verbena, em pleno coração do centro histórico são-brasense, vai ser palco do 15.º Festival de Folclore no dia 24 de junho, um evento que retrata o passado comum de diferentes comunidades e regiões do país através das danças tradicionais, músicas, cantares e etnografia.
Esta iniciativa de valorização e vivência do folclore nacional é organizada pelo Rancho Típico Sambrasense, com o apoio da Câmara Municipal, e conta nesta edição com a atuação de quatro grupos: Rancho Típico Sambrasense, Rancho Folclórico Regional do Lavradio, Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Maçãs de Dona Maria; Rancho Folclórico da Casa do Povo da Aguçadoura.
A 15.ª edição do Festival de Folclore tem início na Avenida da Liberdade, pelas 21h, com o habitual Desfile Etnográfico de todos os grupos participantes, rumo ao Jardim da Verbena. Segue-se a atuação dos grupos que compõem este evento, numa forte manifestação da cultura tradicional portuguesa.

No dia 24 de junho, o Município de Tavira assinala mais um Dia da Cidade e do programa faz parte a atribuição de medalhas de bons serviços e dedicação aos funcionários com 20 e 30 anos de serviço e de mérito municipal. As comemorações integram o hastear das bandeiras, pelas 10h30, nos Paços do Concelho, seguida da sessão solene, pelas 11h, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos.
A cerimónia contempla a distinção de 22 trabalhadores com medalhas de bons serviços e dedicação grau prata (30 anos de serviço) e quatro funcionários com medalhas de bons serviços e dedicação grau cobre (20 anos de serviço). Vão ser também reconhecidos, com medalha municipal de mérito grau prata, as seguintes entidades: Centro Social Nossa Senhora das Dores; Clube Náutico de Tavira; Clube Ténis de Tavira; Liga dos Combatentes (Núcleo de Tavira); Rancho Folclórico de Tavira; Rancho Folclórico de Santo Estêvão; Tavira Natação Clube. Ana Cristina Horta, Constantino Eusébio Ramos de Brito, Idalina Luísa Encarnação Marques, Mário José Nora Cavaco e Vítor Manuel Martins Baioa são os homenageados com medalha de mérito grau cobre.
As celebrações encerram, pelas 22h, na Praça da República, com o concerto da fadista Ana Moura.

O Grupo Al Teatro estreia, no dia 29 de junho, pelas 22h30, na Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica, a sua nova peça, intitulada « Oxalá ». A peça aborda a herança cultural árabe que se revela particularmente forte no sul de Portugal, nomeadamente no concelho de Silves
«Oxalá» é um espetáculo de site-specific, que conta com a participação da equipa do AL Teatro e com um grupo de atores que fazem parte do Novo Grupo de Teatro Amador de Silves, formado pelo AL Teatro durante este último ano. Com uma lotação máxima de 40 espetadores por sessão, o espetáculo, falado em português, inglês e árabe, contará com várias apresentações durante todo o Verão, que irão transportar o público para um mundo de diferentes sensações e emoções.
O AL Teatro é financiado pelo Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes e para esta produção conta com o apoio da Câmara Municipal de Silves, Centro de Estudos Luso Árabes, Vinhos Paxa Wines, Atlier 2L, Artesanatos AZB e Amorim Isolamentos.

Até ao dia 1 de julho, os bilhetes para a 14.ª edição do Festival MED podem ser adquiridos nas lojas do comércio de Loulé aos preços da pré-venda. Numa associação com os comerciantes locais, a organização disponibilizará assim a venda de bilhetes a preços reduzidos nos principais espaços comerciais da cidade.
Nestes locais, os bilhetes têm os seguintes preços: Bilhete Diário – 10 euros e Bilhete Festival (acesso aos três dias de Festival) – 25 euros. As entradas para o Festival MED também estão disponíveis online, através da parceria com a BOL – Bilheteira Online, no Cine-Teatro Louletano e nos locais habituais, com um valor acrescido: Bilhete Diário – 12 euros, Bilhete Festival (acesso aos três dias de Festival) – 30 euros e Bilhete Diário Família (dois adultos e duas crianças até 16 anos) – 25 euros.



O CCMAR é o único parceiro português a participar em dois projetos de grande importância na área da Aquacultura no Mediterrâneo. Os investigadores do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve estarão ligados, nos próximos anos, a peritos de vários países e tentarão com estes dois projetos melhorar um setor que não está a dar resposta ao mercado de consumo, uma vez que a Europa consome, atualmente, o dobro de peixe que produz, uma lacuna que tem vindo a ser colmada por via de importações.
Apesar deste facto, a Aquacultura contribui com apenas 20 por cento da produção, empregando diretamente cerca de 85 mil pessoas, maioritariamente em zonas costeiras e rurais. Em contraste com o desenvolvimento observado noutros países mediterrânicos não europeus, a produção em Aquacultura está a estagnar na Europa, o que levou mesmo a Comissão Europeia a definir como objetivo o aumento da produção do setor.  
O projeto PerformFISH foca-se no desenvolvimento da produção em aquacultura, orientada para o consumidor, integrando abordagens inovadoras, que ajudem a assegurar a competitividade e sustentabilidade do setor de produção de dourada e robalo. O projeto MedAID (Mediterranean Aquaculture Integrated Development) é considerado projeto irmão do PerformFISH, arrancou em maio e tem como objetivo melhorar a produção aquícola no Mediterrâneo.   
O PerformFISH, coordenado pela University of Thessaly, na Grécia, tem um financiamento de sete milhões de euros (Comissão Europeia - H2020). Neste projeto, o CCMAR é um dos 28 parceiros que fazem parte da equipa, oriunda de dez países diferentes. O arranque dos trabalhos aconteceu em maio, na Grécia, numa reunião onde participaram 72 investigadores e empresários do setor. A participação da indústria é, de resto, um dos focos deste projeto, que junta também associações de produtores da Grécia, Espanha, Itália, França e Croácia.  
Cinco anos é a duração do projeto que trabalhará para assegurar um crescimento sustentável da indústria aquícola, baseando-se na perceção do consumidor e demanda do mercado. O projeto pretende ajudar empresários a operar não só em condições económicas e ambientais ideais, mas também de um modo social e culturalmente responsável.  
O MedAID iniciou-se também em maio e vai desempenhar um papel muito importante na identificação de fatores de sucesso para aumentar o crescimento da produção aquícola. Ao trabalhar lado a lado com a indústria e as partes interessadas no setor, vai propor novas práticas, ferramentas inovadoras e soluções práticas para os desafios que é necessário ultrapassar, com vista ao aumento do setor e da produtividade. 
O projeto recebeu um financiamento de sete milhões de euros da Comissão Europeia, através do fundo H2020, e é coordenado pelo Mediterranean Agronomic Institute of Zaragoza, em conjunto com o Institute of Agrifood Research and Technology of Catalonia (IRTA). O CCMAR é um dos parceiros, de entre os 30 que participam no projeto, de 12 países diferentes.  

A Universidade do Algarve acaba de estabelecer, através do CBMR – Centro de Investigação em Biomedicina, um protocolo de colaboração com a Universidade de Leicester, do Reino Unido. O acordo visa o desenvolvimento de projetos de investigação conjuntos nos quais parte da pesquisa é realizada nas unidades de investigação do CBMR e entrará em vigor já em junho, altura em que a Universidade do Algarve receberá o projeto de investigação biomédica «Avaliação da erradicação da Shigelose por tratamento com bacteriófagos em Mus músculos».
Este projeto tem como principal objetivo avaliar a capacidade terapêutica de bacteriófagos no combate à Shigelose, um flagelo que afeta milhares de crianças nos países em vias de desenvolvimento. É liderado por Martha Clokie e Nathan Brown, da Universidade de Leicester, tem financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates e será entregue à colaboração dos investigadores Karl Magnus Petersson, Inês Araújo e Vítor Fernandes que, através da unidade de experimentação animal, ajudarão a desenvolver esta pesquisa.



As entidades que constituem o Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve) reafirmaram o seu empenhamento em cooperar e contribuir, no exercício das suas atribuições e competências, para a concretização do Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) e da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC), nomeadamente, na implementação eficiente de medidas de mitigação e adaptação e na promoção da sua integração nos programas e planos territoriais com incidência espacial regional e local. Esta posição foi adotada por unanimidade na última sessão deste órgão consultivo da CCDR Algarve, presidido pelo edil de Loulé, Vítor Aleixo, que representa os vários interesses e entidades relevantes para a prossecução dos seus fins e integra os 16 municípios algarvios, representantes das freguesias e universidades, de várias instituições e organismos públicos, das associações empresariais e de desenvolvimento local.
Considerando que as alterações climáticas são uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que o planeta e a humanidade enfrentam, que são cada vez mais os estudos científicos e as instituições internacionais que demonstram as mudanças no sistema climático global e que apontam o sul da Europa como uma das áreas potencialmente mais afetadas pelas alterações climáticas, impõe-se alterar comportamentos e fazer a transição de paradigma para uma economia de baixo carbono. Por isso mesmo, a ação climática, a eficiência na utilização de recursos e matérias-primas, bem como a energia segura, não poluente e eficiente, constituem desafios societais no quadro da Europa 2020.
Os membros do Conselho Regional sublinham ainda que, no Quadro Estratégico para a Política Climática, existe a convicção política, científica e técnica de que as alterações climáticas são uma realidade e uma prioridade nacional, face aos seus impactos futuros sobre a nossa sociedade, economia e ecossistemas. Por outro lado, o PNAC, bem como a ENAAC, inferem trajetórias custo-eficazes e um conjunto de orientações para as políticas setoriais, que contribuem para os objetivos de redução de emissões de gases do efeito estufa, de energias renováveis e de eficiência energética, sendo que esta matéria também merece a devida consideração no âmbito do Acordo de Parceria PT 2020, estando suportada pelo apoio dos fundos europeus estruturais e de investimento, quer nos programas operacionais temáticos, quer nos regionais.
Sintonizado com estas preocupações, o Programa Operacional do Algarve CRESC ALGARVE 2020 prevê a mobilização de apoios financeiros para promover uma região assente num desenvolvimento mais sustentável, promotor da eficiência energética, da utilização de energias renováveis, de estratégias de baixo teor de carbono, por exemplo, pela afirmação de modos de mobilidade suaves, de forma a prevenir algumas das maiores ameaças à qualidade ambiental e à socio-economia identificadas no Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve, como sejam a sensibilidade da linha de costa, as dinâmicas de carácter erosivo e a vulnerabilidade do território regional à desertificação do solo, às alterações climáticas e ao despovoamento, em particular nos territórios de baixa densidade.
Outros programas territoriais em elaboração com incidência regional, como sejam a alteração do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, o Programa Regional de Ordenamento Florestal (PROF) ou o Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura-Vila Real de Santo António também assumem as alterações climáticas como condicionantes incontornáveis das determinações que neles venham a ser consagradas e diferentes municípios algarvios têm vindo a adotar estratégias locais de longo prazo para mitigação e adaptação às alterações climáticas, em consonância com as estratégias europeia e nacional de adaptação às alterações climáticas, destacando-se o papel de liderança do Conselho Coordenador da Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas, assumido por Vítor Aleixo, em 31 de março.
Com esta posição, o órgão consultivo da CCDR Algarve assume e reconhece que as vulnerabilidades do Algarve às alterações climáticas vêm incrementando uma maior intensificação do diálogo e da cooperação neste âmbito específico entre os diferentes atores regionais bem como uma maior consciencialização dos cidadãos e da sociedade civil quanto a esta problemática.

Foi aprovado pela Câmara Municipal de Aljezur, no dia 13 de junho, o Relatório Final e a adjudicação da empreitada da requalificação urbana da Rua 25 de abril e do Parque Verde da Ribeira de Aljezur à empresa «Impactpotencial, Lda», pelo valor de 270 mil e 901,34 euros + IVA, com o prazo de execução de 120 dias. A artéria tem uma função prioritária na organização funcional da vila e a concentração de usos é justificada pela coincidência do eixo de mobilidade regional (Estrada 120), com o centro urbano. 
A requalificação desenvolve-se numa área de aproximadamente dois mil e 700 metros quadrados e numa extensão de 220 metros de passeio ribeirinho, na continuidade do passeio pedonal existente, em espaço resultante de demolições de edificações que configuravam a frente nascente da rua. A intervenção vai incidir ao nível das superfícies pavimentadas, delimitação da margem construída com inclusão de acessos à margem natural e de elementos construídos que estimulem a permanência e o usufruto da paisagem natural das margens e a circulação longitudinal da frente urbana. O perfil da faixa viária também vai ser melhorado com um pequeno alargamento e inclusão de lugares de estacionamento. 
A obra terá início no final da época de Verão, por razões que se prendem com o afluxo turístico que se registará nesta época. Este projeto/obra foi objeto de formalização de candidatura ao programa CRESC ALGARVE 2020 e contará com uma contrapartida financeira de 70 por cento.

A Unidade de Terapia Familiar do Algarve, tutelada pela ARS Algarve, assinalou, no dia 20 de junho, os dez anos de atividade, tendo surgido como base de um projeto realizado por dois terapeutas familiares, Pedro Teigão e Alexandra Alvarez. Com a criação deste serviço de saúde público, único a nível estatal vocacionado apenas para a terapia familiar e de casais, o objetivo centrava-se em dar uma resposta institucional, oferecendo uma consulta destinada a atender famílias em crise, e ao dispor de médicos de família das USF e UCSP, do Distrito de Faro.
Atualmente coordenada por Pedro Teigão, a UTF conta com um conjunto de cerca de 750 famílias e casais ajudados. Sempre com a máxima confidencialidade, trabalhando com aquilo que as famílias levam para as consultas, de modo a fazer acreditar que têm as capacidades para ultrapassar os seus problemas. Estas consultas são confidenciais, sem custos e os utentes podem ser referenciados pelo seu médico de família ou autorreferenciarem-se através de e-mail.

A Ideias do Levante – Associação Cultural de Lagoa vai organizar, em parceria com o Município de Lagoa, a «VI Noite de Ópera de Lagoa», no dia 1 de julho, no Auditório Municipal de Lagoa, pelas 21h30. Carla Pontes (soprano), Francisco Brazão (barítono) e Cristiana Silva (piano) irão interpretar várias cenas de ópera de carácter leve, a partir das mais belas obras de Mozart, Verdi, Lehár, Piazzolla & Offenbach.
O espetáculo é recomendado para maiores de 12 anos e decorrerá num auditório com uma lotação máxima de 298 lugares. Os bilhetes podem ser adquiridos, de terça a sábado, no Convento S. José ou no Auditório Municipal de Lagoa. Outra alternativa será o site Ticketline.pt. Os valores são de oito euros para o público em geral, contudo, existe um desconto de 20 por cento para os portadores do Passaporte Cultural de Lagoa. A iniciativa conta com o apoio do Município de Lagoa, União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro, Solidó – Instrumentos Musicais, Pastelaria Algarve, Pastelaria Iberia, Restaurante «A Tasquinha», Sonarsis – Artes do Som, Estorninho.biz, Inforarte, Photos4Life.



A Urbanização Cerro Azul, situada na União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta, vai ser alvo de importantes obras de melhoramento, depois do contrato de adjudicação ter sido assinado pelo presidente da Autarquia, António Miguel Pina, e pelo gerente da empresa José de Sousa Barra & Filhos, Lda., José Carlos Feijão. O valor da obra é de 132 mil e 790,90 euros e tem um prazo de execução de 90 dias, contados a partir da data da consignação.
Os trabalhos a realizar na Urbanização Cerro Azul nas ruas A, D, G, J e K, consistem na limpeza do pavimento existente, pavimentações, redes de drenagem de águas pluviais e residuais domésticas, execução de lancis e trabalhos diversos. “Estes arruamentos, já em avançado estado de degradação, o que dificulta o acesso dos moradores às suas habitações em segurança, ficarão, em breve, com todas as condições de circulação, para além do arranjo visual que a obra também inclui”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina.

A edição de 2017 do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza, que se realiza de 4 a 8 de outubro, dá um destaque especial ao chasco-cinzento, uma espécie facilmente observada durante o período de migração em Sagres, no concelho de Vila do Bispo. Vão ser cinco dias inteiramente dedicados à natureza de Sagres e arredores, com atividades de observação de aves, passeios para conhecer a flora e a geologia local, passeios no mar para observar mamíferos marinhos, iniciativas para crianças, entre outras surpresas.
O programa, como de costume, afigura-se muito completo e diversificado e, entre as principais atividades, destacam-se as saídas de campo, as saídas de barco, a anilhagem de aves, atividades para crianças, minicursos, exposições, monitorização de aves planadoras, palestras e fotografia. A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Vila do Bispo e tem como copromotores a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a Almargem.
Realiza-se, no dia 14 de julho, pelas 21h30, no Auditório do Centro Cultural de Lagos, o concerto de apresentação do CD de Estreia de Vasco Ramalho, intitulado «Essências de Marimba: Fados & Choros», promovido pela Academia de Música de Lagos, com o apoio do Município de Lagos e a Direção Regional de Cultura do Algarve. Vasco Ramalho trabalha há cerca de 10 anos na Academia de Musica de Lagos, onde é coordenador e dinamizador do ensino da percussão na região do Algarve.
No disco destacam-se temas imortalizados pela voz de Amália Rodrigues como «Ó gente da minha Terra», «Coimbra», «Casa da Mariquinhas» e «Barco Negro», passando pelo virtuosismo de Carlos Paredes com transcrições feitas para marimba. Do outro lado do Atlântico farão parte temas como «Espinha de Bacalhau» e vários choros transcritos para marimba.
Os músicos de gabarito nacional que compõem a banda de «Essências de Marimba: Fados & Choros» são oriundos de países fortemente ligados a Portugal e à lusofonia, nomeadamente o Brasil e Cabo Verde, pontificando nomes como Tuniko Goulart (violão 7 cordas), Filipa Pais (voz), Edu Miranda (bandolim) e Negry Goulart (bateria e percussão). 

O Município de Lagos hasteou, no dia 20 de junho, as Bandeiras Azuis em todas as suas zonas balneares, designadamente na Praia da Luz, Porto de Mós, Praia da Batata, Meia Praia, Camilo e D. Ana, sendo que as primeiras quatro também ostentam a Bandeira Praia Acessível – Praia para Todos, que garante um acesso mais facilitado a cidadãos com mobilidade condicionada, através de estacionamento reservado junto ao areal e rampas apropriadas para cadeiras de rodas.
A iniciativa da Bandeira Azul decorre em Lagos desde 2007 e a edil Maria Joaquina Matos lembrou que os projetos só alcançam bons resultados quando todos contribuem para o mesmo. “A autarquia tudo fará para que este Verão seja um sucesso e que se afirme e reafirme Lagos como um destino turístico de excelência”. A Bandeira Azul representa a garantia da qualidade das águas balneares, das infraestruturas de apoio das praias, bem como do interesse das ações de informação e sensibilização ambiental levadas a cabo pela autarquia. 

O concelho de Lagoa é uma zona de referência para a prática de várias modalidades desportivas, tanto ao nível da formação como de competições oficiais, o que obriga a um contínuo investimento para melhorar as condições oferecidas aos atletas e a todos os que assistem aos jogos e competições, nas bancadas. Com esse objetivo em mente, a Câmara Municipal tem investido na manutenção e melhoria de todos os espaços desportivos, como são exemplo a requalificação da entrada das Piscinas Municipais e instalação de sauna e banhos turcos e a cobertura da bancada do Campo Municipal de Estômbar e instalação de uma Parede Escalada.
Presentemente, estão em fase de conclusão os respetivos balneários, equipamento idêntico também já concluído na Nave Desportiva de Ferragudo, assim como a requalificação da entrada do Pavilhão Jacinto Correia e substituição da sua cobertura. A Autarquia de Lagoa investiu também quase 15 mil euros na aquisição e montagem de mil e 500 assentos nas bancadas dos Pavilhões das Escolas EB 2,3 de Lagoa, Estômbar e Parchal e da Secundária de Lagoa, que eram necessários para melhorar o conforto do público, tanto no tempo quente como no Inverno, evitando assim o contato direto com o cimento.



Albufeira está a preparar-se para receber, a 16 de julho, a gala televisiva da RTP na qual serão apuradas as «7 Maravilhas das Aldeias de Portugal», com transmissão em direto às 21h a partir de Paderne (Largo do Estádio João Campos). A cada aldeia será atribuído um número de valor acrescentado, que será divulgado no início da Gala. Durante esse dia haverá transmissões sobre as diversas potencialidades desta freguesia de Albufeira que, de entre 332 candidaturas, foi apurada como finalista na categoria de «Aldeias Rurais».
A iniciativa pretende criar um novo roteiro turístico para Portugal e conta com o apoio institucional do Gabinete do Ministro Adjunto, do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, da Secretária de Estado do Turismo, do Turismo de Portugal, da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, Centro Nacional de Cultura, Federação Minha Terra, e Associação Portugal Genial. A candidatura, preparada e apresentada pela Câmara Municipal de Albufeira, cumpriu o grande objetivo de colocar Paderne nesta importante montra de promoção.
No dia 20 de junho, no Auditório da Caixa de Crédito Agrícola de Paderne, houve uma ação de divulgação deste concurso e de sensibilização para que todos os albufeirenses colaborem para que Paderne se destaque no mapa das aldeias turísticas de Portugal. A organização das «7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias» pretende mostrar uma parte importante do território que merece ser valorizado, destacando valores como a proximidade, a simplicidade ou a autenticidade. Vai permitir mostrar igualmente o território fora dos centros urbanos como uma fonte de oportunidades, destacando o património histórico, natural, gastronómico e incidindo muito particularmente nas pessoas.

A equipa multidisciplinar que coordena a Consulta de Diabetes Juvenil da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo vai realizar, no dia 24 de junho, no Zoomarine, uma atividade lúdico-educativa destinada a crianças até aos 15 anos que sejam diabéticas. A iniciativa visa sensibilizar os mais novos para a importância da adoção de um estilo de vida saudável, educando-os no sentido das atitudes mais corretas que devem seguir e que contribuem para o controlo da Diabetes, permitindo-lhes, numa situação de vida normal e exigente que caracteriza esta faixa etária, dispensar o gasto de energia de uma forma saudável.  
Segundo os últimos dados relativos a 2015 sobre a prevalência da Diabetes na população infantojuvenil portuguesa, estima-se que a doença atinja 3.327 crianças e jovens no grupo etário dos 0 aos 19 anos (0,16% da população deste grupo) e que, nesse ano, tenham surgido 233 novos casos da doença. A Diabetes, pelo seu caráter pandémico, tomou proporções que obrigam a refletir sobre a doença com redobrada atenção. Embora a Diabetes tipo 2 esteja associada a hábitos menos saudáveis, a Diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, principalmente contraída em idade juvenil e sem qualquer responsabilidade por parte do próprio. A Diabetes tipo 1 obriga a que, de forma externa, se possa igualar a fisiologia e replicar o equilíbrio constante do corpo entre os açúcares ingeridos e a utilização desses açúcares pelas células, através da ação da insulina, tendo em conta o gasto de energia que se tem ao efetuar qualquer tipo de exercício.
A equipa multidisciplinar da Consulta de Diabetes Juvenil da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo disponibiliza, a todos os diabéticos, uma «Educação Terapêutica» que fornece os instrumentos necessários à gestão da situação, no sentido de adaptar a Diabetes à sua vida que se pretende plena e realizada. “Tentamos que a Diabetes se conjugue às situações do dia-a-dia e, por isso, encontramos formas de treinar o controlo metabólico em situações lúdicas de contornos pedagógicos, fomentando a relação entre os pares”, afirma a equipa que acompanhará os jovens e que é composta por médicos, enfermeiros, nutricionista e psicólogo da Consulta de Diabetes Juvenil da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo. A iniciativa conta com a colaboração da DIABENTEJO – Associação dos Diabéticos Alentejanos e com o apoio do ABBOTT, da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo e da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo. 

O Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina da Universidade do Algarve terá, de 24 a 28 de junho, uma presença inédita no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia IFOS. O evento, um dos mais representativos a nível mundial na área da Medicina, decorre de quatro em quatro anos e este ano acontece em Paris.
A equipa portuguesa vai mostrar os trabalhos desenvolvidos nesta academia sobre dois tratamentos inovadores restme®- a almofada e colchão que cura a apneia dos sono e ressonar, e Moniri Otovent®- o dispositivo que cura a otite, ambos patenteados pelo Prof. Dr. Armin Moniri do Mestrado Integrado em Medicina no Algarve. Os trabalhos dos alunos Hélder Lousada, Raquel Alves e Pedro Reboredo foram inicialmente desenvolvidos como Módulo de Escolha de Estudante no curso de Medicina e submetidos como posters. A comissão organizadora valorizou a qualidade dos trabalhos de tal modo que converteu dois de três trabalhos em comunicações orais além de posters.
O orientador do grupo, Armin Moniri, foi convidado para abrir o congresso no dia 24 de junho, às 14h como «keynote speaker» na sua palestra de destaque: «Positional Therapy for Obstructive Sleep Apnoea - Past, Present and Future». Mais uma palestra e três posters serão apresentadas pela equipa de investigação. A equipa portuguesa da Universidade do Algarve marca a sua presença inédita com um total seis posters e quatro apresentações orais, o que projetará, além-fronteiras, o que de melhor se faz no Algarve e Portugal.

A Comissão de Acompanhamento do Programa Operacional Regional CRESC ALGARVE 2020 aprovou, por unanimidade, o relatório de execução anual de 2016, durante a sua oitava reunião que decorreu na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), em Faro. Associado à realização desta reunião e integrado no programa de trabalho, o gestor do Algarve 2020, Francisco Serra, e os representantes da Comissão Europeia, Luís Boris e Rosalina Bernon, visitaram alguns projetos e obras financiadas nos municípios de Loulé e São Brás de Alportel.
«O primeiro Smart Resort do mundo». É assim que a empresa municipal INFRALOBO, que gere as infraestruturas e os serviços de Vale de Lobo, se classifica depois de introduzida a estratégia de modernização e capacitação administrativa que permite a todos os residentes solicitar a prestação de serviços e melhorar os custos de contexto, que são um estrangulamento para a competitividade da empresa, especialmente importante quando a atividade desenvolvida se insere nas atividades de interesse geral. Trata-se de um projeto alinhado pela Estratégia Regional de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente (RIS3 Algarve), prevendo-se um investimento total de 520 mil euros, comparticipado pelo ALGARVE 2020 no montante de 416 mil euros.


Posteriormente, a comitiva visitou diversas operações de requalificação integradas no Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU) de São Brás de Alportel, com particular destaque para a intervenção no Largo de São Sebastião e ruas adjacentes, igualmente apoiada pelos Fundos Europeus com uma comparticipação de 414 mil euros, correspondente a 65 por cento do investimento global de 636 mil euros, realizada no contexto da estratégia regional coordenada pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve. Estas visitas de acompanhamento aos projetos em curso e/ou concluídos é uma prática habitual da CCDR Algarve, como forma de promover um contacto direto com os resultados e impactos reais das iniciativas apoiadas pelo ALGARVE 2020, desenvolvido no âmbito do Acordo de Parceria do PORTUGAL 2020.
O Teatro Experimental de Lagos vai levar a cena o espetáculo «Diferente», que consiste na apresentação dos alunos da formação contínua de teatro para crianças e jovens – Projeto NAIA – e da classe de dança africana. O espetáculo terá lugar no Centro Cultural de Lagos, no dia 23 de junho, pelas 21h e, no dia seguinte, pelas 19h, e reflete o trabalho de formação artística desenvolvido ao longo do ano letivo, contando com o apoio da Câmara Municipal de Lagos, do Instituto Português da Juventude e Desporto e dos parceiros Junta de Freguesia de S. Gonçalo de Lagos, LAC – Associação Cultural e Fungo Azul - Associação Cultural. 

A Autarquia de Vila do Bispo apresenta, no dia 29 de junho, pelas 15h, no Auditório do Centro Cultural, a «Estratégia de Desenvolvimento Sustentável para o Município de Vila do Bispo», com o intuito de informar a população sobre os instrumentos de trabalho que vão ser criados para melhorar a qualidade de vida das pessoas e, simultaneamente, reforçar a competitividade, a atratividade e a notoriedade do concelho, potenciando o seu desenvolvimento económico, ambiental e social.
A abordagem integrada envolve a elaboração de um Relatório de Sustentabilidade, de um Plano de Turismo, de um Plano de Ambiente e de uma Agenda 21, entre outras medidas, abrangendo áreas como a governação, a transparência da atuação, o ambiente, a qualidade de vida e o turismo. Destaque ainda para a apresentação, durante a sessão, do livro «Novas Elites, Novas Mobilidades em Turismo - Fluxos e Territórios», da Professora Catedrática Carminda Cavaco.

Está previsto para os próximos dias o início dos trabalhos de uma prestação de serviços de grande dimensão, com vista à manutenção e recuperação dos espaços verdes do município de Portimão. Urbanização Quinta das Oliveiras, Urbanização da Bemposta, Urbanização Nurial, Urbanização Quinta da Ouriva são exemplos dos cerca de 100 locais identificados pela autarquia, a maior parte deles em zonas residenciais, para recuperar e manter espaços verdes, por um prazo de um ano.
Orçamentados em mais de 600 mil euros, estes trabalhos resultam de um concurso público internacional, iniciado em dezembro de 2016, que, face aos valores envolvidos, teve um prazo de tramitação processual de mais de seis meses. Para a Câmara Municipal de Portimão, a intervenção é extremamente importante face ao estado atual da maior parte dos espaços verdes do concelho e visa, numa primeira fase, a limpeza e recuperação dos mesmos e posterior manutenção das novas espécies vegetais que serão introduzidas.

De 30 de junho a 1 de julho, Altura celebra as tradicionais Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria, com destaque para o concerto de Rita Guerra, sábado, pelas 22h30, e para as celebrações religiosas em Honra do Imaculado Coração de Maria, que acontecem no sábado e no domingo. Às Festas junta-se a Feira de Artesanato de Altura que, no mesmo espaço, exibe uma genuína mostra das artes e ofícios locais, com uma enorme variedade de doçaria regional.
O recinto abre portas na sexta-feira, pelas 19h, com a animação de rua do grupo «Party Brass Band». Segue-se o grupo de baile «Gerações» (20h30) e o espetáculo das «DANÇ’Altura» (21h30), com os grupos de dança das Arutla (Altura) e Super Flash (Caldas da Rainha). O dia de sábado começa com as celebrações religiosas – a recitação do Terço Mariano na Igreja de Altura (17h), Adoração e Oração de Vésperas (17h30) e Missa (18h). A animação musical é trazida à festa pelas 19h, pelos «Party Brass Band» e por Sérgio Conceição, sendo o ponto alto da noite o grande concerto de Rita Guerra, pelas 22h30.
O dia oficial das celebrações religiosas em Honra do Imaculado Coração de Maria é domingo, 1 de julho. Pelas 17h30 acontece a recitação do Terço Mariano na Igreja de Altura, seguindo-se a celebração da Eucaristia às 18h. Às 19h, a procissão em Honra do Imaculado Coração de Maria percorre as ruas de Altura. A noite traz muita animação, com o desfile etnográfico pela «Associação Cultural Amendoeiras em Flor» (21h), a Marcha Popular da Bordeira e o espetáculo musical com «Corazón Cubano Band» (22h30).
As Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria são uma organização conjunta da Paróquia de Altura, Junta de Freguesia de Altura, Clube Recreativo Alturense e Câmara Municipal de Castro Marim. 



O Verão vai ser recebido por música e dança na capital algarvia, com o Grupo Coral Ossónoba a apresentar mais um espetáculo «Dias do Solstício», no dia 24 de junho, a partir das 21h30. Como já é tradição, este evento terá a atenção máxima na Cidade Velha. O cortejo, com início na Rua de Santo António, será animado pela Associação Filarmónica de Faro. Nas ruas mais antigas da cidade, os espetadores são convidados a caminhar ao sabor das músicas e danças que os grupos vão apresentar.
O espetáculo conta com a participação dos quatro coros do grupo organizador – Mini Cantores d’Ossónoba, Pequenos Cantores d’Ossónoba, Ossónoba-Coro Juvenil e Coral Ossónoba – bem como da Associação Curioso Aplauso, Associação Filarmónica de Faro, Grupo Coral de Lagos, Luís Conceição e o Mossemble de Trompetes do Conservatório Regional do Algarve.  Tem o apoio da Câmara Municipal de Faro, da União de Freguesias da Sé e São Pedro de Faro e do Museu Municipal de Faro.  

O Projeto «Romanceiro.pt», liderado por Pedro Ferré e Sandra Boto, e desenvolvido no âmbito do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Universidade do Algarve, conhecerá, no dia 23 de junho, uma nova etapa de desenvolvimento com a apresentação da segunda fase da plataforma digital romanceiro.pt. Mais ambicioso e tecnologicamente consolidado, o projeto, iniciado em 2013, pretende abrir o Arquivo do Romanceiro Português a um público não especializado, oferecendo ao utilizador, através de um website renovado (www.romanceiro.pt), novos recursos e novas ferramentas de pesquisa que lhe permitam um acesso direto e documentado às mais de 10 mil versões de romances da tradição oral portuguesa.
Tendo como principal objetivo disponibilizar ao grande público um arquivo de inegável valor cultural no âmbito da literatura patrimonial portuguesa, o projeto prossegue, assim, um intuito de modernização e sofisticação tecnológica que culmina, para já, com a apresentação de uma renovada plataforma digital que permite, entre outras valências, a colaboração direta do utilizador através do envio de materiais relacionados com o Romanceiro Tradicional em Portugal (apontamentos, registos áudio, vídeo ou transcrições). Adicionalmente, o website permite ainda ao utilizador conhecer um pouco mais sobre o projeto, sobre a História do Arquivo e, inclusive, aceder a um conjunto de recursos bibliográficos que resultam do trabalho desenvolvido pela equipa de investigação.
A plataforma será apresentada no V Congresso Internacional do Romanceiro, evento que reúne alguns dos maiores especialistas nacionais e internacionais a trabalhar nesta área, e marca uma nova etapa no desenvolvimento de um projeto que promete, em formato digital, continuar a preservar a memória de dezenas e dezenas de gerações.

Vai ter lugar, na Catedral de Silves, no dia 30 de junho, pelas 21h30, um concerto integrado no «Ciclo Clássicos Light» da Orquestra Clássica do Sul. O Maestro John Avery conduzirá os músicos num ciclo que integra repertórios mais ecléticos, mantendo a essência da função de diversão da música, aliada a uma qualidade excecional, já que, de acordo com a Orquestra “a música clássica, enquanto forma de expressão artística e intelectual, nunca esteve muito afastada da música de carácter mais ligeiro e despreocupado”.
Recorde-se que, no século XIX, a música de «diversão» teve o seu auge com a família Strauss em Viena, contudo, no século XX, grandes compositores dedicaram muita da sua produção à Sétima Arte e esta aproveitou também grande parte da produção de compositores do passado.

O Centro Hospitalar do Algarve volta a promover, nos meses de Verão, mais uma edição do Curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico. Sob o mote «Gestos que Salvam Vidas», o curso é especialmente direcionado para pais, educadores, professores ou outros interessados na temática.
Ministrado por enfermeiros especialistas na área da Pediatria, o programa formativo, que decorre durante um dia completo, assenta essencialmente numa componente muito prática, ensinando as principais manobras de suporte básico de vida que podem ser utilizadas em caso de afogamento ou engasgamento de uma criança. As ações decorrem nas salas de formação da Unidade de Faro do Centro Hospitalar do Algarve, nos dias 8 de julho, 12 de agosto e 2 de setembro de 2017.
Desenvolvido há vários anos no Centro Hospitalar do Algarve, este curso gratuito tem como objetivo estratégico promover a literacia em saúde e garantir uma maior proximidade entre os cuidados de saúde e a comunidade, ensinado os participantes a agir em situações de afogamento ou engasgamento.

O ciclo «Algarve (in)temporal: ciclo de divulgação artística da Música, Literatura, Gastronomia e Património» regressa no dia 23 de junho, desta feita a Tunes (no edifício da antiga Junta de Freguesia), pelas 21h30, e terá como convidados Afonso Dias e a Confraria dos Gastrónomos do Algarve. A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Silves e tem entrada livre.
O ciclo procura trazer a cada sessão uma combinação de música, literatura, gastronomia e património, promovendo autênticas viagens no tempo ao sabor do imaginário, tradições e identidade. O objetivo é dar a conhecer as práticas artísticas da região em momentos animados e que despertem a curiosidade dos participantes, numa aposta na vitalidade, qualidade, originalidade e diferenciação no que concerne à programação cultural, bem como na pluralidade e diversificação de formatos, conteúdos, abordagens, públicos-alvo e áreas geográficas.

Monchique acolhe, nos dias 1 e 2 de julho, a 4.ª edição da Feira das Hortas, um certame que tem como objetivos principais promover e divulgar a agricultura familiar de Monchique e os seus produtos agrícolas, nomeadamente a hortofruticultura. Para o efeito, toda a produção agrícola do concelho estará representada, incluindo, além dos produtos hortícolas, as frutas da época, os pequenos animais de produção caseira e outras produções familiares, nomeadamente o artesanato.
Este ano, a feira conta com uma exposição de araras e catatuas e atividades para crianças, tais como oficinas criativas de micro-talhe e pintura com tintas de cal em quadros de gesso, ligadas à temática das hortas, de participação livre. A animação itinerante estará a cargo do Marcelo Rio e será uma constante durante todo o certame.
A Feira das Hortas de Monchique é uma organização da Câmara Municipal de Monchique e terá lugar das 10h às 20h, no Largo dos Chorões.
A Torre de Menagem do Castelo de Silves recebe, entre 24 de junho e 6 de agosto, a exposição «Conexões Islâmicas», de Charlie Hot. A mostra, promovida pela Câmara Municipal de Silves, é inspirada na arte islâmica, sobretudo na azulejaria da arte muçulmana.
O artista descreve a exposição como uma celebração da geometria envolta no desenho muçulmano, que observou em Sevilha, Córdova e num número imenso de viagens a Marrocos. A maioria dos trabalhos combina pintura com imagens digitalizadas e transferidas para painéis de madeira, contando cada um uma história diferente do deserto, desde Erfoud a Chefchouen.

De 22 a 25 de junho, Albufeira vai ser a capital do andebol, com a realização de mais um Encontro Nacional de Infantis Femininos e Masculinos, desta feita a decorrer em duas cidades algarvias: Albufeira e Loulé. No caso de Albufeira, os jogos vão ter lugar no Pavilhão Desportivo Municipal, na Escola Básica e Secundária de Albufeira (EBSA) e na Escola Secundária de Albufeira, onde se irão defrontar as 24 equipas femininas, provenientes de vários pontos do País. Loulé irá receber as 32 equipas masculinas e a Sessão de Encerramento.
A Cerimónia Oficial de Abertura do Encontro está marcada para as 10h30, do dia 22, na Praça dos Pescadores, onde são esperados milhares de jovens atletas, que desta forma têm a oportunidade de se conhecer, conviver e receber algumas informações úteis para os vários dias da Jornada. Os jogos propriamente ditos começam às 17h, com o Académico de Viseu FC a defrontar o AD Sanjoanense/Mais Óptica, no Pavilhão Municipal de Albufeira. “Este encontro é um dos momentos mais altos do andebol de formação, uma vez que é o resultado de muitos meses de trabalho e de dedicação de atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, voluntários, famílias e de todos aqueles que, no anonimato, contribuem para o desenvolvimento do andebol em Portugal”, explica o presidente da Federação de Andebol de Portugal, Miguel Laranjeiro.
Nos dias 23 e 24 de junho, o Teatro Lethes, em Faro, apresenta a dança contemporânea e o teatro da Companhia Americana «Surfscape Dance». Proveniente da Florida, a companhia pediu especificamente para vir atuar neste carismático palco da capital algarvia, tendo preparado um espetáculo único para a ocasião.
A Surfscape Dance iniciou a sua tournée europeia em Inglaterra, chegando agora a Portugal. Ao longo da digressão estão previstos vários workshops e a participação em intercâmbios culturais com os municípios e organizações de artes locais. A companhia cria frequentemente trabalhos estimulantes e diversificados, em combinação com excelência e técnica, proporcionando ao público uma experiência inesquecível. Distingue-se pela sua diversidade de estilos, que vão desde peças aéreas a composições subtis e refinadas.  
Na sexta-feira, 23 de junho, a sessão acontece às 16h30 e é destinada para escolas. No sábado, 24 de junho, tem lugar o espetáculo para o público em geral.

Depois do encontro com Jorge Palma em maio de 2016, que marcou o arranque do ciclo musical «O Longe é Aqui», rubrica do Cine-Teatro Louletano, a Banda Filarmónica Artistas de Minerva volta a participar neste desafio, desta vez num diálogo inédito com os Virgem Suta. O espetáculo decorre no dia 24 de junho, pelas 21h30, na Cerca do Convento, em Loulé. A reconhecida banda junta-se à Banda Filarmónica dirigida artisticamente por José Branco para um encontro musical irrepetível e surpreendente, em que esta reinventa o repertório do projeto liderado por Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo.
A Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva, que em 2016 celebrou o seu 140.º aniversário, foi fundada em 21 de maio de 1876, então com 17 músicos, passando a ser conhecida por Música Nova. Conheceu um período de particular apogeu entre os últimos anos de Oitocentos e o início do século XX. Mantendo uma vitalidade cultural sem interrupções até aos nossos dias, a banda é composta atualmente por 44 músicos de ambos os sexos, com idades que vão dos 10 aos 74 anos. Com uma escola de música integrada na estrutura, aí são ministradas gratuitamente aulas nas disciplinas de Instrumentos de Sopro, Percussão, Formação Musical e Classe de Conjunto.
A Banda Filarmónica é ainda uma presença assídua em festivais nacionais e em Espanha, organizando também masterclasses e vários certames culturais em que participam agrupamentos de música desde orquestras sinfónicas e bandas militares até outros projetos musicais. A Banda Artistas de Minerva é geminada com a Banda de la Escuela de Música de Punta Umbria (Huelva).
A história dos Virgem Suta não é a história normal das bandas de hoje em dia. Não foram descobertos através do Myspace, não fizeram uso das autoestradas da informação para conquistar os milhares de fãs com que poderíamos abrilhantar esta nota. Valeram-se de duas guitarras, da voz e da quase ousadia de uma mão cheia de canções e, sem exageros líricos, as suas autoestradas foram outras. Perderam a conta às vezes que fizeram o País de Sul a Norte e de Norte a Sul. Os Virgem Suta transpiram portugalidade e assumem-no. Mas são tão contemporâneos que a raiz portuguesa só lá está porque não têm outro remédio.
O espetáculo tem a duração de 90 minutos e um custo associado por pessoa de 10 euros, passando para 8 euros no caso de maiores de 65 e menores de 30 anos. O Cartão de Amigo é aplicável a este espetáculo. 



Integrando a Oferta Educativa da Câmara Municipal de Silves para o ano letivo de 2016/2017, bem como as comemorações da Semana da Escola, teve lugar o «Challange Day – Dia do Desafio», no dia 14 de junho. Os alunos das turmas do 3.º ao 5.º ano da EB 1 de Silves e da EB 2, 3 Dr. Garcia Domingues realizaram debates e dinâmicas de grupo que os desafiaram a refletir sobre temas como o bullying, a igualdade de género e a crise dos refugiados.
O objetivo era proporcionar aos jovens a oportunidade de trocarem ideias, explorarem os temas e, sobretudo, de promover a mudança interior, levando-os a ponderar quais as suas atitudes face a determinadas situações. Em diversas estações, e usando técnicas de educação não-formal, cada grupo teve 45 minutos para responder a questões como: «Refugiados… E se fosses tu?», «Igualdade ou desigualdade de Género?!», «Bullying… como agir?!». Os trabalhos foram coordenados pelos técnicos do setor de Juventude da autarquia de Silves, em parceria com alguns jovens da Escola Secundária de Silves, nomeadamente Beatriz Batista, Miguel Correia, Pedro Pinto e Lúcia Correia, que facilitaram/conduziram o processo, procurando uma maior proximidade com os participantes.

O investigador e programador cultural Paulo Pires lançou, no dia 15 de junho, em São Brás de Alportel, «Escrytos – crónicas e ensaios sobre cultura contemporânea (2013-2017)». A obra reúne textos publicados em jornais, suplementos, revistas e websites de âmbito cultural, entre janeiro de 2013 e abril de 2017, e tem como enfoque central a área da Cultura, nomeadamente questões ligadas à Programação e Mediação Culturais, Artes Performativas, Literatura e Leitura/Bibliotecas, integrando ainda reflexões, quer sobre alguns projetos específicos que o autor desenvolveu em contexto profissional, quer em torno de temáticas sociológicas e educacionais.
Após uma breve introdução da obra realizada pela professora da Universidade do Algarve Ana Isabel Soares, Paulo Pires começou por explicar que este livro é também reflexo das pessoas com quem trabalhou enquanto programador cultural, casos de Dália Paulo, comissária do programa «365 Algarve» e de Maria José Macário. “Eu preciso escrever para que as coisas fiquem mais claras para mim mas, curiosamente, há aqui muitas coisas que me desarrumaram completamente, que me desassossegaram, que me criaram uma inquietação. Em alguns assuntos, já não penso da mesma forma, mas a escrita é uma luta constante contra o desconhecido”, apontou Paulo Pires, confessando que cada vez tem menos certezas na vida.
De forma emocionada, Paulo Pires dedicou o livro aos pais e recordou as longas tardes de Verão da sua meninice, antes de ir para a escola primária, em que desenhava letras enquanto a mãe costurava na sua máquina Singer. “Achava aquilo uma seca tremenda, porque os meus amigos andavam na rua a jogar à bola, foi algo que me custou imenso. Um dia, a minha mãe disse-me que o seu sonho era ser professora e aqueles momentos, que me pareciam tão castradores, começaram a fazer sentido para mim”, contou. Do mesmo modo, lembrou a sua adolescência e as férias de Verão em que ajudava na oficina de carpintaria do pai. “Ele é extremamente exigente e muito perfeccionista e tínhamos grandes discussões porque eu não conseguia fazer as coisas tão bem como ele desejava, mas isso deixou em mim um certo espírito de exigência e perfeccionismo na forma de fazer as coisas. Às vezes, em certas fases da nossa vida, há aparentes choques e desencontros que, mais tarde, se tornam coisas boas”, reconheceu.

João Paulo Cotrim, Ana Isabel Soares, Vítor Guerreiro e Paulo Pires

Para Paulo Pires, é importante que o pensamento fique registado e compilado em papel, para que possa dar origem a outros pensamentos distintos, por exemplo, no campo da captação de públicos para as atividades culturais. “Como é que podemos fazer uma programação de qualidade sem cair no lugar-comum? Como é que podemos balançar uma programação abrangente e, ao mesmo tempo, que tenha em conta as minorias”, questionou. “E há também neste livro algumas reflexões sobre a relação de certas figuras com o Algarve, como é que a passagem do José Afonso ou da Sophia de Mello Breyner, por exemplo, pela nossa região os moldou”, revelou o autor. “A escrita e a leitura ajudam-nos a ver o mundo para lá daquilo que é óbvio, das mensagens com que somos bombardeados todos os dias, a tentar convencer-nos disto ou daquilo. Ajudam-nos a ler nas entrelinhas, a ver mais longe do que o nosso olhar alcança”, concluiu.
Antes das palavras de Paulo Pires, Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, manifestou a satisfação por receber, no requalificado Largo de São Sebastião, “o lançamento do livro de um amigo, de um são-brasense, que tem dedicado a sua vida e a sua carreira profissional à cultura”. “É uma pessoa que se preocupa muito com o espaço e a história, mas também com o futuro”, sublinhou o edil. Por sua vez, João Paulo Cotrim, da «Arranha-Céus», lembrou que todos os dias são lançados 40 novos livros em Portugal, “alguns injustamente «acusados» de serem livros, mas realmente têm papel e letras”, daí que a grande questão que se coloca, atualmente, aos editores é o porquê de se colocar mais uma obra no mercado. “Neste caso, a resposta foi bastante fácil e vem abrir uma coleção na «Arranha-Céus» à volta da crónica, um género no qual o nosso país tem uma tradição riquíssima. Para além da qualidade da escrita, o trabalho do Paulo Pires interessa-nos muito porque é uma reflexão que parte da prática, da sua atividade como programador cultural”, frisou.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

O presidente da Câmara Municipal de Albufeira recebeu, no dia 16 de junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o Imortal Basket Club, o novo Campeão Nacional da 1ª Divisão masculina. Carlos Silva e Sousa mostrou-se orgulhoso pela conquista da equipa de Albufeira, “uma cidade desportiva onde o basquetebol é a modalidade com mais pergaminhos e títulos”.
O autarca fez questão de dar os parabéns à equipa de atletas, treinadores e dirigentes que, no dia 10 de junho, conquistaram o título de Campeões Nacionais da 1ª Divisão masculina ao derrotar a Académica de Coimbra, no Barreiro, por 73-64. “Terminámos a época com a cereja no topo do bolo ao vencermos o jogo que nos deu o título nacional, o passaporte para a subida de Divisão e o apuramento para a Proliga, que era o nosso objetivo”, referiu Luís Modesto, treinador da equipa sénior do Imortal Basket Club, acrescentando que “Albufeira e o basquetebol merecem ter uma equipa de seniores na Liga”.
Recorde-se que o Basquetebol sempre foi por excelência a modalidade mais praticada no concelho de Albufeira, iniciada e desenvolvida no Imortal Desportivo Clube, fundado em 1920. Em 2011, nasceu o Imortal Basket Club, fruto da paixão comum pela modalidade de atuais jogadores, técnicos, pais e dirigentes, que autonomizaram a secção de basquetebol com o objetivo de desenvolver a modalidade e apostar na formação de jovens atletas. “Temos investido bastante na formação dos nossos atletas e pretendemos que o Imortal Basket Club continue a crescer e a ser uma referência na formação destes jovens, quer a nível regional como nacional, para que possamos ter equipas em todos os escalões até aos seniores a conquistarem títulos”, destacou Jorge Guerreiro, presidente da direção do clube, agradecendo o apoio do Município de Albufeira, “sem o qual seria impossível alcançar estes resultados”.


A Câmara Municipal de Albufeira apoia o Imortal Basket Club através de um Contrato Programa de Desenvolvimento Desportivo que, para além da comparticipação financeira, contempla ainda apoio logístico nas atividades, cedência de infraestruturas desportivas e disponibilização de transporte. “Somos um Município que aposta fortemente no desporto e na juventude, por isso, apoiamos os clubes e associações que se dedicam à formação das camadas juvenis e tornam os nossos meninos e meninas em grandes atletas, mas também grandes homens e mulheres com valores”, frisou Carlos Silva e Sousa.
O Imortal Basket Club tem desenvolvido um trabalho de mérito na formação, premiado com a distinção de Escolas de Minibasquete de Qualidade. Movimenta por época cerca de 200 atletas nos diversos escalões (Mini 8, Mini 10, Mini 12, Sub 14, Sub 16, Sub 18, Sub 19 e Seniores) todos eles com títulos de Campeões Regionais. As equipas de formação já foram vencedoras de três Taças Nacionais e o escalão Sénior já obteve o título de Campeão Nacional da 3ª Divisão, 2ª Divisão, 1º Divisão e também da CNB1 e CNB2. O Clube conta atualmente com 367 associados, 430 praticantes e outros 430 atletas federados, não só no Basquetebol, mas também na Ginástica Acrobática, Ténis, Tae kwon Do e Escola de Palco.