Vítor Aleixo visitou, no dia 28 de abril, o Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, para reunir com a equipa que se encontra a realizar a construção e montagem da exposição «LOULÉ. Territórios, Memórias, Identidades», uma iniciativa conjunta dos Museus Municipal de Arqueologia e Municipal de Loulé. A mostra, com inauguração prevista para o início de junho, reúne mais de 500 bens culturais que testemunham os últimos sete milénios de história do maior e mais povoado concelho do Algarve.
Comissariada por Victor S. Gonçalves, Catarina Viegas e Amílcar Guerra, da Universidade de Lisboa, Helena Catarino, da Universidade de Coimbra e Luís Filipe Oliveira, da Universidade do Algarve, e que associaram aos temas que tratam outros colaboradores, a exposição revela a ocupação humana do território louletano desde a Pré-história à Idade Média com um acervo proveniente de várias instituições do país que, para além de constituir um rico legado arqueológico, demonstra a relação umbilical que o Museu Nacional de Arqueologia tem com Loulé e o Algarve.

Por proposta da Direção e Comando da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, a Liga dos Bombeiros Portugueses atribuiu ao Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Francisco Martins, a Medalha de Serviços Distintos – Grau Ouro, que se destina a galardoar indivíduos e entidades, Associações e Corpos de Bombeiros, pela prática de serviços distintos que contribuíram, com notável evidência, para o engrandecimento e prestígio das instituições de socorrismo. A entrega da distinção aconteceu no dia 24 de abril.
Na ocasião, o Vice-Presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, Rodeia Machado, agradeceu o caráter do autarca Francisco Martins, elogiando uma vez mais a forma como vê o trabalho da «sua» Corporação de Bombeiros. Por sua vez, o edil lagoense aproveitou para anunciar a aquisição pela Câmara Municipal do sistema tecnológico mais evoluído, através de drones, que permitirá criar melhores e mais rápidas condições de monitorização das situações que surjam e que será disponibilizado pela autarquia à Corporação.
Na mesma cerimónia foram condecorados com a Medalha de Assiduidade – Grau Ouro, por 15 anos de bom e efetivo serviço: Oficial Bombeiro de 1ª – Carla Margarida Santos Costa; Bombeiro de 2ª – Edgar Filipe Chagas Guerreiro; Bombeiro de 2ª – José Pedro Gouveia da Silveira; Bombeiro de 3ª – Manuel Fernando Gracias Faleiro.
Entre 9 e 14 de maio, a Taça do Mundo de Ginástica Rítmica, o Torneio Internacional de Portimão e o Campo de Treinos ministrado pela treinadora búlgara, Silviya Petrova Miteva, fazem de Portimão paragem obrigatória dos amantes desta disciplina. A duas semanas do arranque da competição ultimam-se os preparativos para aquela que será uma das mais importantes competições internacionais da disciplina de Ginástica Rítmica.
Organizada pela Federação de Ginástica de Portugal, pela Câmara Municipal de Portimão e pela Associação Turismo de Portimão, a Taça do Mundo de Ginástica Rítmica de Portimão irá reunir, entre 12 e 14 de maio, perto de uma centena e meia de participantes, provenientes de 12 países. Serão mais de uma dezena de idiomas que se irão ouvir no Portimão Arena, mas que se traduzirão numa expressão única de rara beleza, como aquela que só a ginástica rítmica é capaz de proporcionar.
A etapa portuguesa do circuito de Taças do Mundo de Ginástica Rítmica irá contar com a participação de alguns dos países que marcaram presença nos pódios dos Jogos Olímpicos. Na vertente de conjuntos, Portugal irá receber a Rússia, que nos últimos 20 anos se sagrou campeã, tendo recebido o seu 5.º ouro consecutivo no Rio em 2016, e a Espanha, o forte grupo espanhol que arrebatou a medalha de prata na última edição dos Jogos Olímpicos. Destaque ainda para o grupo de Itália, que ocupou o 4.º lugar no Rio de Janeiro. Tânia Domingues (CNM) e Laura Sales (SFUAP) representarão as cores nacionais e as duas ginastas estão em preparação para este novo ciclo olímpico, contando com o apoio da treinadora nacional, a búlgara Darina Vasileva. Esta será a competição internacional que antecede o Campeonato da Europa da disciplina, que decorrerá apenas uma semana depois, entre 19 e 21 de maio, na Hungria.
O aquecimento para a Taça do Mundo Ginástica Rítmica de Portimão será dado com o arranque, a 9 de maio, da 26ª edição do Torneio Internacional de Portimão, que terá a participação de jovens promessas da disciplina em representação de seis países. Organizado pela Federação de Ginástica de Portugal, pela Câmara de Portimão e pela Associação Turismo de Portimão, é o regresso a casa da mais antiga prova internacional de ginástica em Portugal, que durante anos contribuiu para o crescimento da disciplina no país e para a imagem de Portimão.
Ver, viver e treinar como a elite esses são os objetivos do campo de treinos – Spring Camp Portimão 2017, que irá decorrer, pela primeira vez em Portugal, entre os dias 11 e 14 de maio, orientado pela búlgara Silviya Petrova Miteva. Foi treinadora da seleção nacional da Bulgária entre 2001 e 2013 e treinadora da ginasta Silviya Miteva – três vezes medalha de bronze em Campeonatos da Europa, três vezes medalha de bronze em Campeonatos do Mundo, medalha de bronze nos Jogos Mundiais e Universíadas. Enquanto ginasta, Silviya Petrova Miteva foi finalista dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, foi membro da Seleção Nacional de Ginástica Rítmica da Bulgária - Conjuntos e foi Vice Campeã da Europa em 1982 – Conjuntos. 

A 5.ª edição do «OPTO – Fórum de Educação e Formação do Algarve» volta a trazer a Albufeira, de 10 a 12 de maio, mais de meia centena de expositores, entre universidades, escolas secundárias e profissionais, e outras entidades, que divulgarão a sua oferta educativa e formativa. Serão três dias marcados por exibições artísticas e desportivas, mostras e atividades de exploração, muitas delas protagonizadas por alunos, no Pavilhão Desportivo de Albufeira.
O OPTO é já considerado uma mais-valia no processo de tomada de decisão vocacional, propiciando aos jovens do Algarve um maior conhecimento das alternativas escolares e formativas do Sistema Educativo Português (no ensino secundário, no ensino profissional e no ensino superior). Por outro lado, permite um contato mais próximo com profissionais de diferentes áreas e a interação das escolas com a comunidade. Para facilitar o transporte dos estudantes e professores, poderão ser obtidos descontos especiais para viagens de grupo nos comboios da CP, de e para Albufeira, em todas as linhas. Os autocarros urbanos GIRO serão gratuitos em toda a cidade e também entre a Estação de Ferreiras e o Pavilhão Desportivo, mediante apresentação de credenciais emitidas pela Organização.
O OPTO é uma organização conjunta do Município de Albufeira, Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares – Direção de Serviços da Região do Algarve (DGEST-DSRAL) e Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e conta com a colaboração dos três Agrupamentos de Escolas de Albufeira. 

O Festival MED anunciou mais quatro nomes nacionais para a edição deste ano, com Hélder Moutinho, Bezegol, Oquestrada e Medeiros/Lucas a subirem ao palco daquele que foi considerado o «Melhor Festival de Média Dimensão» da Península Ibérica nos Iberian Festival Awards e que regressa à Zona Histórica de Loulé nos dias 29 e 30 de junho e 1 e 2 de julho.
O Fado vai estar representado por uma das suas mais importantes vozes, Hélder Moutinho, artista que conta com uma carreira de mais de 20 anos. Da sua família ganhou o gosto natural pelo Fado, crescendo e convivendo desde sempre nos meios mais tradicionais deste género. A sede de cantar levou-o a fazer parte deste universo tão apaixonante. O contacto com Lisboa revela-se inevitável. Depois do mar, é o Tejo quem chama por ele, revelando-lhe a cidade das paixões, das casas de fado, das noites nostálgicas e poéticas que lhe hão-de inspirar a escrita. Na procura de recriar o ambiente das tertúlias de Fados de tempos idos, o seu nome está ainda intimamente ligado ao nascimento de algumas Noites de Fado mais emblemáticas de Lisboa. Tem levado a sua música além-fronteiras, tendo atuado ao longo dos anos em países como Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Holanda, Reino Unido, China, Coreia do Sul, Polónia, Finlândia, Canadá, Rússia e Espanha.


Desde o underground, Bezegol tomou de assalto as rádios e manteve o mesmo respeito e valores pela vida, sem qualquer detenção ou receio, e é hoje um dos grandes «Poetas Urbanos» do panorama musical nacional. Bezegol, porque assim lhe chamam desde miúdo, fruto de um timbre inconfundível e único na música que se faz em português. Durante anos foi presença na noite da cidade invicta até que, em 1995, se mudou para fora de Portugal. Após um interregno de quase cinco anos, Bezegol regressou e faz nascer o seu primeiro registo oficial numa colaboração com Wolfgang Schlögl (Sofa Surfers) editado no álbum de IWolf «Sincerely Yours», pela Klein Records.


De regresso ao Festival MED, onde atuaram na sua 1ª edição, os Oquestrada criaram um swing único e cosmopolita inspirado nas raízes da música portuguesa que faz dançar Portugal no mundo. A descrição é da Comissão do Prémio Nobel da Paz, ao apresentar «os extraordinários Oquestrada» no concerto oficial da cerimónia, sendo o primeiro e único artista português a ser convidado a atuar no prestigiado evento ao lado de nomes como Seal, Jamiroquai, Herbie Hancock, Esperanza Spalding, Florence + The Machine, conquistando assim um marco na história da música portuguesa. «AtlanticBeat Mad’in Portugal» é o novo disco de Oquestrada, que já conquistou adeptos um pouco por toda a Europa. Um disco com muito iodo e brisa atlântica que propõe Portugal como o varandim europeu com a melhor vista para o mundo.


Medeiros/Lucas é o projeto que junta Carlos Medeiros e Pedro Lucas na construção de uma nova topografia da música popular portuguesa é uma das apostas do MED na produção nacional. Dois açorianos cada vez mais desancorados do porto da música tradicional, sem no entanto perderem de vista o referencial cultural que tem insuflado o seu percurso. «Terra do Corpo» é o título-resumo do novo disco, continuação assumida e orgânica do trabalho iniciado com «Mar Aberto» (2015). Se neste Medeiros e Lucas exploravam a ideia de viagem marítima como metáfora das viagens existenciais e da imaginação escapista, em «Terra do Corpo» a dupla vira-se para o corpo físico e para humanismos mais tácteis.
Na base, a dialética entre os textos inéditos de João Pedro Porto e a música original de Pedro Lucas: espaços ora esparsos ora densos, expirações e inspirações, torpores e despertares constroem as paisagens emocionais do Homem, em luta com o seu papel social, a sua dimensão pessoal e sua responsabilidade na construção do presente e futuro das sociedades. O interior e o exterior, o pessoal e o social, o eletrónico e o acústico, o popular e o erudito, a solidão e a pertença, o anonimato e a exposição, o simples e o complexo, o tradicional e o inovador encontram-se, empurram-se, mexem-se, lutam. «Terra do Corpo» é geneticamente político mas sem identificações sectárias, a ser panfletário só se mesmo de um regresso às armas da cultura. 

Lagos voltou a realizar uma viagem ao passado, de 27 de abril a 1 de maio, com o IX Festival dos Descobrimentos, este ano subordinado ao «Encontro de Culturas na Costa Ocidental Africana». Fruto do tema ser mais abrangente, o certame possibilitou abordagens mais genéricas sobre a mentalidade dos portugueses do século XV e as suas motivações económicas e religiosas que lançaram o país para os Descobrimentos, numa aventura que só a ambição, o esforço e a inovação tornaram possível.
O evento arrancou, a 27 de abril, com uma conferência onde foram apresentadas várias palestras com oradores oriundos de diferentes universidades do país. No dia 28, o grande destaque foi para o Cortejo Histórico, que contou com a participação da comunidade escolar e dos agrupamentos, das associações e instituições locais, dedicado ao tema «A Passagem do Cabo Bojador – O alargamento do horizonte mental». No dia 29, o enfoque foi dado à «Economia – Os produtos chegados de além-mar» e, no dia 30, «A Europa e a Escravatura» estiveram na ordem do dia. O último dia do Festival, 1 de maio, tinha como centro «As guerras do Norte de África – Confrontos com Muçulmanos e outros gentios».
Este ano, a Feira Quinhentista contou com vários polos de animação, nomeadamente a Praça do Infante e o Jardim da Constituição, a Caravela Boa Esperança, o Forte Ponta da Bandeira, o Núcleo Museológico Rota da Escravatura - Mercado de Escravos, a Rua Portas de Portugal e a Praça Gil Eanes, com inúmeras iniciativas nas áreas da dança, música, workshops, recriações históricas, demonstrações bélicas e visitas comentadas. Também muitos estabelecimentos comerciais e de restauração e bebidas se associaram à recriação de um ambiente medieval personalizando, durante o período da feira, a sua oferta de produtos e serviços disponibilizados ao cliente.


Conforme referido, o primeiro grande momento do Festival dos Descobrimento recordou a passagem do Cabo Bojador, em 1434, feito precisamente por um lacobrigense, Gil Eanes, vencendo medos instalados ao longo de décadas. A difícil passagem para além do Bojador foi conquistada pela inovação técnica da vela latina e pela determinação e perseverança dos homens de Lagos e do Algarve durante mais de uma década. A recriação histórica esteve a cargo da conhecida Companhia de Teatro Viv’Arte, tendo como local o Cais das Descobertas – Jardim da Constituição. Na Fortaleza Ponta da Bandeira tiveram lugar demonstrações de artilharia e armas de fogo primitivas, nomeadamente de arcabuzes, pelo Grupo Ofício Bélico. Ao mesmo tempo, havia animação pelos mercados ambulantes, da responsabilidade do Teatro Experimental de Lagos. Danças Medievais, Danças do Povo e Danças Africanas, um concerto de música coral renascentista e um espetáculo com Mozarabes preencheram o resto do dia 28 de abril.
No dia 29 lembrou-se o Séc. XV, o período de ouro de Lagos. Como centro do comércio dos produtos exóticos, do marfim, do ouro e da prata de África, Lagos viu edificarem-se novas igrejas, aumentar o número de casas, crescer o número de comerciantes e de banqueiros nacionais e estrangeiros. Porém, foi já ao longo do século XVI, com a chegada à India e o descobrimento do Brasil, que as riquezas exóticas e de valorização financeira tornaram Portugal um país rico e excêntrico, sobretudo no reinado de D. Manuel I. Produtos como Feijão, Milho, Tabaco, Batata e Tomate vieram da América para a Europa. A Banana, o Amendoim, o Chá e o Café, entre outros, chegaram às capitais europeias como produtos exóticos e de grande proveito económico para os seus proprietários e para o desenvolvimento demográfico da população do continente europeu.
Neste dia, o maior motivo de interesse foi a visita guiada ao Mercado de Levante e Mercado da Avenida, com ponto de encontro na Caravela Boa Esperança, mas houve igualmente oportunidade para participar num showcooking de «Gastronomia dos Descobrimentos», pela Chef Maria José. Muita dança, animação, teatro e música fizeram as delícias dos milhares de visitantes e, ao serão, aconteceu uma Ceia Quinhentista, na Escola Secundária Júlio Dantas.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Os super-heróis fazem parte do imaginário de miúdos e graúdos de todo o mundo, popularizados através das tradicionais bandas-desenhadas de papel ou, mais recentemente, de formato digital, ou através dos filmes de Hollywood e das séries norte-americanas. E é nesse mundo que vive, desde 2015, o olhanense Miguel Mendonça, a desenhar as histórias da Wonder Woman, Teen Titan, Green Lantern, Trinity e Nightwing.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Desde miúdo que sou fanático por super-heróis, desde o Capitão América e Vingadores ao Wolverine e X-Men, da Marvel, mas também do Super-Homem, Batman ou Liga da Justiça da DC Comics. Naquele tempo, eram as bandas desenhadas da Abril/ControlJornal que faziam a miudagem viajar por múltiplos universos e os poucos filmes que se faziam não nos aqueciam o coração. Hoje, temos os blockbusters de Hollywood, os fantásticos filmes do Capitão América, Homem-Aranha, Vingadores, Thor, Wolverine, X-Men, Homem de Ferro, Hulk, Batman e Super-Homem, mas também as séries do Daredevil, Luke Cage, Iron Fist, Agents of Shield, Supergirl, Flash e Arrow. Mas, nos anos 80 e 90 do século passado, eram os livros mensais que nos faziam esperar, sofregamente, pela próxima edição.
Por isso, quando tive conhecimento que havia um algarvio, moço nascido e criado em Olhão, a desenhar histórias para a DC Comics, meti-me logo à estrada para ir ter com o Miguel Mendonça, 32 anos, licenciado em Design de Comunicação pela Universidade do Algarve. “Desde que me lembro que tenho tendência para pegar num lápis para desenhar, mas foi no design gráfico e no design digital que comecei a trabalhar quando terminei o curso. Só que a minha voz interior estava-me sempre a puxar para a ilustração, sobretudo para a banda desenhada. Claro que, no início, pensava que era um sonho irrealizável”, recorda Miguel, numa conversa no Cantaloupe Café, nos Mercados de Olhão.
Na mesa estavam espalhadas várias edições da Wonder Woman, Teen Titan e Trinity que já contam com o grafismo de Miguel Mendonça mas, no começo, tudo parecia, de facto, impensável de concretizar. O certo é que, no seu percurso académico, nunca perdia uma oportunidade para fazer uma banda desenhada para um trabalho que exigisse mais criatividade desta ou daquela disciplina, com personagens e enredos inventados por si. “O gosto pelo desenho é essencial, mas o mais importante na banda-desenhada é contar uma história e é preciso praticar bastante para o conseguir. Com a experiência habituamo-nos àquele tipo de narrativa, torna-se mais fácil passar para o papel as histórias que imaginamos na cabeça”, admite o entrevistado, confirmando que há técnicas específicas para se ter sucesso nesta atividade. “É um pouco como o realizador, que tem uma história para contar mas precisa decidir, por exemplo, qual o melhor plano para colocar estas duas personagens a conversar num café. Será de lado ou de frente? Será interessante apanhar também o que está a acontecer no balcão? É por isso que se faz um storyboard previamente”.
Convém explicar que, na maioria dos casos, o argumentista e o artista não são a mesma pessoa e Miguel Mendonça recebe da DC Comics um guião com as histórias que tem que desenhar. Essa nuance não surpreendeu, contudo, o olhanense, que muito cedo começou a consumir as coleções de BD do irmão 11 anos mais velho. “O meu estilo é influenciado pela escola franco-belga do Asterix e Obelix, Strumpfs e Tintin, pela escola norte-americana da Marvel e DC Comics e, mais tarde, pela manga, a banda-desenhada japonesa. Fui para Design por querer fazer alguma coisa ligada às artes mas, na época, não sabia muito bem o quê. Dizia-se frequentemente que, quem tinha talento, tinha futuro, mas isso depois traduzia-se em quê na vida real? Não era só saber desenhar”, refere.
Saído da Universidade do Algarve e ligado ao Design Gráfico e Digital, Miguel Mendonça não se livrava daquela sensação, da tal vozinha, que lhe dizia insistentemente que havia algo que ele gostaria mais de fazer. Assim, começou a experimentar a ilustração editorial e infantil, os manuais escolares, a publicidade. A voz interior, alimentada, falava cada vez mais alto, e Miguel avançou finalmente para a banda-desenhada. “A partir do momento em que tomei a decisão do que realmente desejava, o caminho a seguir tornou-se mais nítido”, conta.

O Roof Top do Hotel EVA, em Faro, marcou a estreia ao vivo, no dia 24 de abril, de «Galopim», o novo projeto de João Tiago Neto. O carismático músico, que esteve na génese de bandas farenses como os Melomeno-Rítmica e NOME, regressa com uma nova sonoridade, mais eletrónica, contando a seu lado com Rui Daniel, dos Epiphany, e o produtor Francisco Aragão. E o som deste «moço de recados» vale mesmo a pena ouvir.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Conheço o João Tiago Neto, ou «Careca», como é apelidado pela malta da música, há uma série de anos. Deu rosto e voz a duas das principais bandas de pop/rock que nasceram em Faro neste milénio, os Melomeno-Rítimica e os NOME, projetos de qualidade indiscutível mas que, infelizmente, nunca conseguiram dar o salto para o estrelato que mereciam.
Já todos ouvimos a conversa da falta de oportunidades dadas aos músicos algarvios, a história da tal fronteira invisível que parece impedir que as bandas da região alcancem projeção nacional. Há casos em que essa conversa é apenas uma desculpa para a falta de qualidade, de vontade, de empenho, dos músicos, que se acomodam à situação de fazer as primeiras partes dos concertos que acontecem durante o Verão algarvio, ou entram no circuito das covers e de lá nunca mais saem. Há outros casos, porém, em que essa conversa não é «conversa», é mesmo uma realidade que poucos conseguiram vencer, como aconteceu com os Entre-Aspas e os Iris e, mais recentemente, com Viviane e Diogo Piçarra. Mas os Melomeno-Rítimica e os NOME nunca conseguiram chamar a atenção de uma grande editora ou de um manager com os conhecimentos nos sítios certos, e por cá ficaram.
Foi, por isso, uma agradável surpresa quando soube do novo projeto do João Tiago Neto, agora assumindo por completo as rédeas deste «Galopim», que nasceu na parte final do trajeto dos NOME. “Tinha na gaveta algumas músicas e rabiscos de letras e julguei ser o momento certo de criar algo da minha exclusiva autoria. O Francisco Aragão gostou dos temas, entramos em estúdio para começar a produzir e foi nessa altura que o projeto seguiu por um caminho mais eletrónico, mais atual”, contou, minutos antes do concerto de estreia, no Roof Top do Hotel EVA, em vésperas do Dia da Liberdade. 
Depressa se constata, de facto, que «Galopim» não tem a roupagem pop/rock das bandas anteriores, mas a voz de João Tiago Neto é inconfundível, bem como o sentimento que coloca na sua interpretação, ainda que revestida de uma sonoridade mais moderna, sofisticada. Uma emoção bem evidente quando dedicou um dos temas ao amigo de longa data João Vargues, parceiro dos Melomeno-Rítmica e NOME falecido em abril. “Estamos muito satisfeitos com o nosso trabalho e espero que as pessoas compreendam que vão assistir a um João diferente daquele que tinha uma banda atrás de si nos palcos. Isso não quer dizer que o «Galopim» esteja fechado a sete chaves, ou que tenha umas talas nos olhos. Vamos evoluindo no dia-a-dia e aproveitando cada momento que nos surgir pela frente”, explicou.

Está patente, até 30 de maio, no Centro Museológico do Alportel, uma exposição de brinquedos e miniaturas construídas em madeira por José Venceslau. São peças funcionais, criativas, desenvolvidas a partir de técnicas ancestrais, transportadas para os tempos modernos, totalmente naturais e biodegradáveis que tentam combater a utilização do plástico através da reutilização de madeiras usadas.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

José Venceslau é profissional de arte em gesso decorativo e os brinquedos de madeira apareceram na sua vida há cerca de cinco anos, quando esteve impossibilitado de trabalhar durante quatro meses por motivos de saúde. O hobby, contudo, foi ganhando maior fulgor e depressa começou a participar em feiras de artesanato do Algarve. “Fazia alguns brinquedos pequenos e o meu filho mais novo, que tinha quatro anos na época, ia aprovando conforme estivessem ou não do seu agrado. Eu estava habituado a lidar com peças de média ou grande dimensão, mas o espaço disponível em casa era pouco e isto era uma simples forma de terapia”, recorda José Venceslau.
Autodidata por natureza, foi aprendendo com a experiência ao longo dos anos e ainda hoje continua a estudar novas técnicas todos os dias. E a primeira miniatura que fez em madeira foi logo uma retroescavadora, com algumas peças metálicas, parafusos, porcas, varões roscados, de modo a construir algo articulado, que se movesse. “Já com o material na rua, e a conselho de uma senhora, abdiquei completamente do metal, passei a utilizar apenas madeira”, conta, explicando que a opção por recriar máquinas e viaturas se deve ao seu fascínio pela imponência dos equipamentos industriais. “São peças com um elemento técnico muito forte e que se tornam bastante agradáveis à vista. Parte da mística estará associada, acredito, ao ato de converter algo que é gigantesco numa miniatura”.    
Máquinas, equipamentos, viaturas que, na sua maioria, são feitas sem o elemento humano, o motorista, condutor, manobrador, como lhe queiram chamar, por ainda não ter dominado na perfeição a construção desses bonecos. “Uma parte da coleção tem boneco, que até já tem nome e esteve previsto ser editado em livro infantil, mas isso acarreta outros encargos e custos com gráficas. É um projeto para mais tarde”, revela José Venceslau, adiantando que o hobby se tornou mais «profissional» logo ao fim de um ano de atividade. “Uma empresa ia organizar um evento de Natal, convidaram-me para participar e a reação do público foi bastante positiva, o que me levou a pensar mais seriamente neste projeto. Andei seis meses a preparar tudo, a dar maturidade às minhas ideias, e estreei-me numa feira em Almodôvar”, relata.
As figuras humanas estão em fase de aperfeiçoamento e deverão aparecer, mais cedo ou mais tarde, mas o que não mudará é a tonalidade das peças, pois José Venceslau não tem intenção de começar a pintá-las. “Isso acabaria por industrializar o produto e esse não é o meu objetivo. Pretendo manter os traços naturais dos meus brinquedos e miniaturas e que as pessoas se identifiquem com a matéria-prima utilizada. Mas quem adquire uma peça pode sempre personalizá-la e pintá-la ao seu gosto”, frisa o entrevistado, enquanto ia compondo o material exposto no Centro Museológico do Alportel.

Depois do estrondoso sucesso de «Fica no Singelo», a Companhia Clara Andermatt regressou ao Cine-Teatro Louletano, no dia 21 de abril, com «Suspensão». Um espetáculo que cruza performance, dança contemporânea e música eletrónica e que obriga o público a puxar mais pela cabeça, não é tão direto, mas a resposta do público louletano voltou a ser bastante positiva.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Jorge Gomes

«Suspensão» é a nova criação da ACCCA – Companhia Clara Andermatt, que subiu ao palco do Cine-Teatro Louletano, no dia 21 de abril. O arrojado espetáculo combina performance, dança contemporânea e música eletrónica, com uma coreógrafa – Clara Andermatt – e dois compositores – Jonas Runa e António Sá-Dantas – a produzirem uma coreografia musical repleta de imprevistos sentidos, onde tudo nasce no momento, cada som é criado ao vivo.
O projeto desenvolve-se em torno de um instrumento sensível à luz, montado em vários pontos do espaço. Depois, os personagens modulam e criam som (eletroacústico) pelas sombras que vão projetando. «Suspensão» é uma experimentação com/e invenção de novos instrumentos e novas técnicas de criação sonora, onde se procura encontrar novas ligações, novos modos de pensar o movimento, novos sons, novos modos de pensar o conjunto como apenas um elemento.
As cenas são variadas e revisitadas, não contando uma história cronológica, antes criando e sugerindo figuras, sensações, pequenas histórias, que fluem de uma para outra, que voltam, que ficam, que desaparecem. “É um concerto de música ao vivo, com sensores que reagem à luz e ao movimento, com um longo plástico em cena e objetos com pesos que também produzem sons amplificados”, indicou Clara Andermatt, horas antes de subir ao palco.
Palco onde teria por companhia Jonas Runa, um especialista em musicologia e em sistemas eletrónicos, e António Sá-Dantas, compositor com maior vocação para a música clássica e contemporânea. “Foi um desafio que lhes propus para criarmos um concerto encenado e com uma vertente bastante experimental. São diversos quadros que, de alguma forma, se relacionam com algo que permanece sempre inacabado”, descreveu a coreógrafa.
O espetáculo no Cine-Teatro Louletano foi o primeiro a ter lugar em terras algarvias, mas a estreia aconteceu em Viseu, seguindo-se Almada e o CCB de Lisboa. “Tem sido bem recebido, embora seja um produto mais «difícil» do que o «Fica no Singelo». É uma linha diferente de trabalho que, às vezes, sinto necessidade de realizar, envolvendo também as novas tecnologias e universos que nos obrigam a estar atentos a outras coisas. Aqui há uma série de dispositivos e as pessoas nem sempre se apercebem do que é que está a produzir o som, mas é tudo feito ao vivo, no local”, destacou Clara Andermatt. “Existe uma base e toda uma dramatologia envolvida, mas há também uma imprevisibilidade latente em cada espetáculo”, concluiu. 

Foram 332 as candidaturas apresentadas ao concurso «7 Maravilhas de Portugal – Aldeias», das quais apenas 49 foram eleitas em sete diferentes categorias: «Aldeias Autênticas», «Aldeias-Monumento», «Aldeias Ribeirinhas», «Aldeias em Áreas Protegidas», «Aldeias Remotas», «Aldeias de Mar» e «Aldeias Rurais». No concelho de Loulé situa-se a aldeia de Atte, pré-finalista na categoria de «Aldeias Autênticas».

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Virgílio Rodrigues

Localizada no extremo noroeste do concelho de Loulé, a freguesia de Alte possui uma superfície de aproximadamente 94,33 quilómetros quadrados de área e 1997 habitantes, de acordo com os censos realizados em 2011. A sua superfície estende-se entre a serra e o barrocal, com a Serra do Caldeirão a norte. As casas são brancas e simples com poucas açoteias, possuem pátios e lindas floreiras. São de Alte as mais bonitas chaminés rendilhadas do Algarve, artesanalmente trabalhadas, e as ruelas da aldeia são em calçada tradicional portuguesa.
Alte possui fracos recursos económicos e a sua produção baseia-se essencialmente numa agricultura de sequeiro assente em práticas ancestrais, mas esta economia é dividida com o turismo. A produção de aguardente de medronho, do mel, do queijo e da doçaria também são atributos da aldeia, assim como o artesanato tradicional executado à base de esparto, de palma, de madeira e de cerâmica.
Com cerca de 482 metros de altitude, a Rocha dos Soidos é a zona mais elevada e dali avista-se toda a freguesia de Alte. A Ribeira de Alte percorre a localidade com água cristalina e fresca e ali se encontram a Fonte Pequena e a Fonte Grande, nascentes que durante séculos permitiam regar as hortas, encher os cântaros ou simplesmente para as mulheres lavarem a roupa. Atualmente, a Fonte Grande é cercada por um enorme arvoredo, local de lazer, perfeito para merendas, onde o visitante pode banhar-se na piscina natural de águas límpidas.
A Aldeia, a Fonte Grande e toda a sua zona envolvente são caracterizadas pelo ambiente aprazível que a rodeia, pelo que não é de estranhar os milhares de turistas que anualmente se deslumbram com esta extraordinária paisagem. A cultura em Alte manifesta-se através das várias festas e romarias que se realizam ao longo do ano, dando especial enfâse às tradições, sendo a Semana Cultural de Alte (abril e maio) e a Festa do 1.º de Maio, os festejos mais altos. Outros há, porém, que merecem uma visita, como o Encontro de Janeiras (janeiro); o Carnaval de Alte (domingo e terça de Carnaval); a Festa em Honra de S. Luís (janeiro); o Passeio/Maratona de BTT (25 de abril); a Semana Santa (de Quinta-Feira Santa a Domingo de Páscoa); a Festa dos Santos Populares (junho); o Festival de Folclore e a Cerimónia Tradicional de Casamento com Boda (em maio e no segundo sábado de agosto); a Festa em Honra de Nossa Senhora da Assunção (15 de agosto); a Festa em Honra de Nossa Senhora das Dores e S. Luís (no domingo mais próximo do dia 17 de setembro); e o Roteiro de Presépios de Alte (dezembro a janeiro).
Por tudo isto, a aldeia de Alte já foi considerada a mais típica de Portugal, continuando fiel às suas origens, mercê de um investimento de recuperação e manutenção efetuado pela autarquia, no sentido de preservar os seus traços originais. E por tudo isto é uma das sete pré-finalistas na categoria de «Aldeias Autênticas» das 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.

A ampliação do Parque de Desporto Municipal, com a instalação de novos equipamentos e a constante melhoria das condições nas infraestruturas desportivas para garantir a sua adequação à prática da atividade física, ao dispor de todos, tem sido uma prioridade da Câmara Municipal de São Brás de Alportel. Nesse sentido, a autarquia adquiriu recentemente um praticável de ginástica, num investimento de perto de uma dezena de milhar de euros.
O novo equipamento pode ser utilizado para a prática de diversas modalidades, como a Ginástica Acrobática, Artística, Rítmica ou Ginástica de Solo. As suas características e os materiais de composição permitem que tenha uma grande absorção do impacto, proporcionando a execução de exercícios sem qualquer efeito de vibração. Desenvolvido para facultar uma elevada performance, o praticável com 14 metros de comprimento por 14 metros de largura, foi concebido de acordo com as normas definidas pela Federação Internacional de Ginástica. 

No âmbito do ciclo musical «O Longe é Aqui», o sexto desafio lançado pelo Cine-Teatro junta o recém-criado Trio de Jazz de Loulé e Pedro Abrunhosa, num diálogo que acontece no dia 3 de maio, pelas 21h30.
Composto por João Pedro Coelho (piano), António Quintino (contrabaixo) e João Pereira (bateria), o Trio de Jazz de Loulé estreou-se em julho de 2016 no encerramento do 21.º Festival de Jazz de Loulé e foi constituído no âmbito de uma iniciativa lançada pela Câmara Municipal de Loulé ao nível da sua política cultural, isto após uma seleção, entre nove candidaturas, que teve como júri Mário Laginha, Pedro Moreira e Hugo Alves. O Trio de Jazz de Loulé é uma novidade no panorama cultural algarvio e pretende cimentar o trabalho de duas décadas desenvolvido na área do Jazz em Loulé, permitindo quer a constituição de uma oferta regular na área, quer a apresentação do agrupamento em contextos nacionais e internacionais, colocando Loulé como um dos destinos culturais de excelência a Sul e possibilitando a fixação de criadores na região algarvia.
Neste concerto inédito, Pedro Abrunhosa revisita o seu repertório (e não só) à luz de ambientes e tonalidades jazzísticas que lhe são bem familiares. Sendo mais conhecido do grande público pelo seu ascendente e aclamado percurso desde o lançamento do álbum «Viagens», em 1994, com os «Bandemónio», até ao mais recente «Contramão» (2013) com os «Comité Caviar», o reconhecido intérprete e compositor chegou à música pela via erudita e nos anos 80, quando chegou ao jazz, era um erudito a tocar jazz, tendo fundado a Escola de Jazz do Porto e a Orquestra da mesma, e colaborando, por toda a Europa, com grandes nomes da cena jazzística. É assim possível confirmar que, desde sempre, Pedro Abrunhosa escolheu o caminho mais difícil e mais desafiante, como este espetáculo especialmente concebido para Loulé em parceria com um talentoso e inspirado trio de jovens músicos.
O concerto tem a duração de 90 minutos e um custo associado por pessoa de 12 euros, passando para 10 euros no caso de maiores de 65 ou menores de 30 anos. O Cartão de Amigo é aplicável a estes espetáculos. 


No dia 25 de abril, a equipa BTT Loulé/BPI/Elevis deslocou-se à localidade de Alte, no concelho de Loulé, para disputar a segunda prova da Taça do Algarve XCM (maratonas BTT), uma organização da Escola Profissional de Alte, Grupo Desportivo Serrano e Centro de Animação Infantil de Alte. Os atletas tiveram de enfrentar um percurso com 75 quilómetros de extensão e cerca de 1500 metros de acumulado de subidas. Para a recentemente criada categoria de competição para juniores, o percurso foi de 50 quilómetros com 900 metros de acumulado de subidas.
A prova decorreu a bom ritmo e os mais rápidos concluíram com tempos abaixo das três horas. Quanto à prestação dos atletas da equipa de Loulé, corresponderam à expectativa e levaram uma vez mais as cores do BTT Loulé/BPI/Elevis e dos seus patrocinadores ao lugar mais alto do pódio, dominando em todos os escalões em que participaram. Assim, em Elites, Hernâni Silva foi 1.º e Andrew Henriques 2.º; Elites Feminino - Charlotte Davies 1ª e Celina Carpinteiro 2ª; Master 35 - Valério Ferreira 1.º; Master 40 - Filipe Salvado 1.º; Master Feminina - Elisete Sousa 1ª; Master 45 - António Brissos 1.º; Master 50 - Mário Sebastião 1.º, Duarte Palma 3.º; Master 60 - Carlos Cabrita 1.º, Rens Grevenstuk 2.º; Juniores Masculino - Rafael Rita 1.º, Márcio Peralta 2.º, Duarte Lourenço 3.º; Júnior Feminina - Raquel Silva 1ª.
A próxima prova do regional XCM é o Campeonato do Algarve XCM 2017, que vai ter lugar em Odemira, no dia 18 de Junho.
A Arandis Editora, projeto editorial algarvio que tem como lema a «Promoção dos Valores Literários do Algarve», decidiu homenagear o poeta Manuel Neto dos Santos, natural de Alcantarilha, que celebrou os seus 25 anos de atividade literária em 2015, com a criação do Prémio de Poesia Manuel Neto dos Santos, que foi formalmente apresentado no dia 30 de maio desse ano. A primeira edição foi ganha por obra do poeta e escritor João Morgado e a segunda por Filomena Sequeira. A terceira edição já se encontra aberta, terminando o prazo para a entrega dos trabalhos a concurso no dia 10 de junho.
Das 20 obras de Manuel Neto dos Santos já publicadas desde 1988, com a recolha de poemas de estreia «O fogo, a luz e a voz», «Atalaia» (1989), «Trovas de um homem da terra» (1991), «No país de Amália» (1992), «Idílios de Al-Buhera» (1996), «Timbres» (1999), «Ídola» (2002), «Versos de redobre» (2004), as seguintes seis foram lançadas pela Arandis Editora: «Sulino» (2012), «Claves do sol e da lua» (2013), «O corpo como nudez» (2014), «Aurora boreal ao sul» (2015), «Círculo de fogo» (2016) e «Passionário» (2016). Cada vez mais reconhecido e traduzido em Espanha, está representado em várias revistas de poesia, editado com caderno trilingue «Juego de Espejos» e em breve sairão no país vizinho as obras «Terca Marea - Teimosa Maré» e «Sangre de Nubes - Sangue de Nuvens».

O 25 de abril voltou a ser comemorado em todas as Freguesias e Uniões do Concelho de Lagoa, este ano com um vasto programa que abrangeu várias áreas, desde a cultura, com música, poesia, exposições, ao desporto, com provas nas piscinas municipais, encontros de BTT, marcha/passeio, futebol, aulas de zumba, passando pelo simples lazer, com visita às feiras de produtos tradicionais ou passeando pelo passadiço de Carvoeiro, agora já com iluminação noturna de presença.
Ferragudo abriu os festejos, no dia 23, com a tradicional Marcha/Passeio, uma aula de Zumba, animação musical com os Companhia Limitada e outras atividades coletivas nos dias 24 e 25, que contaram com a participação de residentes e turistas que, nesta altura, procuram esta Vila candidata às 7 Maravilhas de Portugal. No dia 24, em Lagoa, foi inaugurada a exposição «Abril», com pinturas de jovens expressando o seu contato com o Dia da Liberdade, ouviu-se poesia alusiva à data por Napoleão Mira e, no Largo do Auditório Municipal, a música das bandas que participaram na tradicional arruada pelas ruas da cidade, antecipou o muito aguardado espetáculo de Rita Guerra. A seguir à cerimónia do içar da bandeira, com o Hino Nacional cantado pelos presentes, foi oferecido à população o bolo comemorativo dos 43 anos do 25 de abril, acompanhado de um copo de vinho quente.


O dia 25 começou cedo em Porches, onde centenas de ciclistas partiram para uma prova de BTT – enquanto decorria um torneio de futsal – no final da qual participaram num almoço-convívio. Em Carvoeiro, os alunos da EB1 cantaram o Hino ao içar da bandeira, houve uma largada de pombos, música e jogos tradicionais. Em Lagoa, as comemorações consistiram num Mercadinho de Rua, na atuação dos alunos da EB1 de Lagoa com «Cantares de Abril» e no espetáculo musical com Domingos Caetano, que recordou Zeca Afonso.
No estádio da Bela Vista, no Parchal, decorreu um «Torneio Quadrangular de Veteranos», em futebol, entre as equipas do Grupo Desportivo de Lagoa, Sociedade Capricho Estombarense, Sociedade Irmãos Unidos e Boa União Parchalense, seguindo-se um beberete com distribuição de prémios. A encerrar as comemorações deste ano, decorreu, no Convento de S. José, a 3ª edição da «Assembleia Jovem» onde os alunos dos Agrupamentos de Escolas Espamol, Rio Arade e Nobel International School apresentaram, debateram e votaram os projetos que, na sua perspetiva, contribuirão para valorizar o Concelho de Lagoa. 

Tomás Melo Gouveia foi convidado pela Federação Portuguesa de Golfe para disputar o 55.º Open de Portugal, torneio do European Tour que irá decorrer, de 11 a 14 de maio, no Morgado Golf Course, em Portimão. A organização do torneio de meio milhão de euros em prémios monetários está a cargo da FPG, PGA de Portugal e Grupo Nau Hotels & Resorts e decidiu que só haveria um amador português a receber um wild card.
Nesse contexto, a escolha óbvia recaiu sobre o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia, o atual N.º 1 do golfe português, uma vez que detém neste momento os dois títulos «Majors» amadores: no final do ano passado conquistou a Taça FPG/BPI e esta semana venceu o Campeonato Nacional Absoluto Peugeot. Vai dar-se, assim, um caso não muito habitual de dois irmãos portugueses disputarem um torneio da primeira divisão europeia, sendo que Ricardo Melo Gouveia, de 26 anos, devido à sua boa cotação internacional, entrou diretamente na lista de inscritos do Open de Portugal, tal como Filipe Lima e Ricardo Santos.
Em dezembro de 2016, na Taça Manuel Agrellos, em Palmela, Tomás integrou a seleção nacional da FPG e Ricardo a equipa da PGA de Portugal. Defrontaram-se duas vezes em pares e registou-se uma vitória para Tomás e um empate. Outro momento importante em que estiveram juntos no campo foi quando Ricardo conquistou o seu segundo título do Challenge Tour, na época de 2015, Aegean Airlines Challenge Tour by Hartl Resort, em Bad Griesbach, na Alemanha, onde Tomás foi o caddie de luxo do irmão mais velho, ajudando-o a vencer a prova.




Rita Guerra vem ao Auditório Municipal de Albufeira, no dia 6 de maio, apresentar «No Meu Canto», trabalho que reúne temas em dueto com os mais conceituados artistas, desde Michael Bolton a Ronan Keating, Beto ou Paulo de Carvalho.
Rita Guerra começou a cantar aos 16 anos e gravou o primeiro disco aos 23. Foi cantora residente no Casino do Estoril durante mais de duas décadas, representou Portugal na Eurovisão, ofereceu a voz a algumas das mais bonitas canções portuguesas da Disney, gravou com as maiores vozes nacionais e com alguns dos seus maiores ídolos, gravou centenas de canções, colecionou primeiros lugares no Top e discos de platina. Escreveu um livro, que foi um sucesso de vendas e onde contou a sua história de vida e com o qual tantas mulheres se identificaram. 
Em 2015, 32 anos passados desde que cantou profissionalmente pela primeira vez, Rita Guerra resolve fazer um resumo de carreira e edita «No Meu Canto – O melhor de Rita Guerra», disco composto por 19 canções. Com uma formação em trio – Rita Guerra (piano e voz) Marco Reis (guitarras) e Gonçalo Santus (bateria e percussão) - o concerto percorre em 90 minutos as histórias e as canções mais emblemáticas da carreira, daquela que é unanimemente considerada uma das maiores intérpretes nacionais

Mais de mil apresentações e oito meses depois da sua inauguração, a primeira edição do programa cultural «365 Algarve» está a chegar ao fim. Em maio há, contudo, ainda tempo para 130 apresentações de 30 eventos, a acontecer em toda a região. Festivais literários e de artes performativas, recriações históricas e eventos de animação do património, cinema, teatro e artes visuais juntam-se à música, ópera e dança, que estão em destaque este mês.
Uma dezena de concertos de música erudita e dança, a realizar de 4 a 28 de maio, em diversas salas de espetáculo algarvias e espaços não convencionais, prometem oferecer uma experiência marcante e enriquecedora a residentes e turistas, no encerramento do Festival Internacional de Música do Algarve.
Nos dias 6 e 7 de maio, Acordeão d’Alma retrata, em Loulé e Castro Marim, a alma de acordeonista que ainda hoje é audível no coração dos algarvios, proporcionando momentos de invulgar beleza musical e harmonia visual. Mais para o final do mês (dias 26 e 27), o acordeão junta-se ao trompete para as últimas três apresentações de Morphosis, projeto de Hugo Alves e João Frade que dá asas à improvisação sobre temas originais escritos a pensar nas potencialidades destes dois icónicos instrumentos.



Os tempos áureos das grandes orquestras, que marcaram os anos 1930, vão ser recreados no evento «Big Bands Battle», apresentando em palco 40 músicos em despique pela Orquestra de Jazz do Algarve e pela Orquestra Jorge Costa Pinto. Os vencedores desta batalha serão os espetadores que se deslocarem a Lagoa (dia 19) e a Faro (20). Segredos de Lucía é um concerto de homenagem ao genial guitarrista espanhol de flamenco Paco de Lucía, que tem ascendência algarvia. Acontece no dia 19, em Loulé. Entretanto, os museus e igrejas do Algarve recebem uma mão cheia de apresentações do Ciclo Guitarras e Património (de 13 a 20) e quatro igrejas do concelho de Olhão são palco de um Festival de Coros de Câmara (de 20 a 28).
A Companhia de Ópera do Porto apresenta em Portimão (dia 6) Così Fan Tutte, ópera de Mozart interpretada pela primeira vez em Viena, na Áustria, em 1790. A moral e os costumes femininos do séc. XVIII, revelados de forma ao mesmo tempo divertida e terrível nesta obra do compositor clássico. E na dança são esperadas Interferências em Loulé (26): performances que resultam de oficinas de pesquisa e criação coreográfica com a comunidade portuguesa e estrangeira.
Em plena Serra do Caldeirão, a aldeia de Alte, com a sua Fonte Grande e a sua Fonte Pequena, entre outros espaços emblemáticos, recebe a primeira edição de FUSOS, Festival de Fusões Artísticas (de 26 a 28). O mote é a fusão entre arte e artesanato, não faltando os apontamentos musicais. Um festival de jazz que também é uma experiência gastronómica gourmet, assim se pode apresentar o Algarve Jazz Gourmet Moments, evento inovador que combina​ o melhor da música jazz com a excelência da gastronomia e vinhos do Algarve. Concertos de Tom Harrell, Virginie Teychené e Jane Monheit, ícones do jazz mundial, e momentos gourmet para desfrutar durante três dias (de 12 a 14) em Albufeira.
Destaque final para BARRO CAL – 1.ª Festa-Feira do Barrocal Algarvio, na aldeia de Santo Estevão, concelho de Tavira, que se inspira nos recursos culturais do barrocal, incluindo a música popular e o folclore, os produtos da agricultura tradicional e a gastronomia do barrocal. Visitas guiadas e uma Feira do Barrocal são outros atrativos deste evento, que se desenrola de 26 a 28 de maio.

As Ruínas Romanas de Milreu, em Estói, serão palco, no dia 2 de maio, pelas 18h, da palestra «O Amor e as suas representações», por Leonor Santa Bárbara, classicista e professora da Universidade Nova de Lisboa. Esta será a terceira palestra do ciclo «Amatores in Situ – O Mundo Antigo visto por aqueles que o amam», desenvolvido pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e coordenado por Adriana Nogueira, que promove um novo olhar sobre o Mundo Antigo através da literatura, da arte, filosofia e arqueologia. O projeto faz parte do Programa DiVaM – Dinamização e Valorização dos Monumentos – 2017.
O objetivo do evento é mostrar o modo como Eros foi descrito pelos autores e pelos artistas da Antiguidade, relacionado com representações posteriores, tanto em Livros de Emblemas, como na arte. Leonor Santa Bárbara é professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde também é investigadora do CHAM. Doutorou-se em Literatura Grega, centrando-se na época helenística, período que a atrai cada vez mais, tanto pelas produções literárias e artísticas, como pelo cosmopolitismo.

Foi já divulgada pela Associação Bandeira Azul da Europa a lista de praias que ostentarão a Bandeira Azul em 2017 e, pelo segundo ano consecutivo, todas as praias do concelho de Olhão – Armona-mar, Armona-ria, Fuseta-mar e Fuseta-ria – hastearão este símbolo de reconhecimento de qualidade ambiental. “Como autarca e como olhanense, não poderia deixar de estar extremamente satisfeito e esta é a prova cabal do trabalho reiterado e constante que tem vindo a ser feito em termos de preservação da qualidade ambiental nos nossos espaços balneares. Esta é, e continuará a ser nos anos vindouros, uma prioridade constante para este Executivo”, garantiu o presidente da Autarquia, António Miguel Pina.
A Bandeira Azul vai ser este ano hasteada em 320 praias nacionais, 292 costeiras e 28 fluviais. 14 portos ou marinas também são distinguidos, tal como cinco embarcações ecoturísticas, o que acontece pela primeira vez. O novo recorde coloca o país no sexto lugar internacionalmente e, em termos percentuais, Portugal também lidera o ranking, com 55 por cento das praias a receberem o galardão, que é atribuído anualmente às praias, marinas e portos de recreio que cumpram um conjunto de critérios de gestão ambiental, educação ambiental, informação, qualidade da água balnear, serviços e segurança dos utentes.
Em Portugal, o galardão é desenvolvido pela Associação Bandeira Azul, secção portuguesa da Foundation for Environmental Education, e conta com o apoio técnico da Agência Portuguesa do Ambiente, entre outras entidades públicas e privadas com responsabilidades na gestão das praias, marinas e portos de recreio.


A MALA – Mostra de Artistas de Lagos, este ano integrada no programa «365 Algarve», é uma atividade organizada pela autarquia lacobrigense que dá a conhecer a vasta atividade dos artistas de Lagos, acompanhando o balanço criativo e multidisciplinar do trabalho dos artistas do concelho. Este ano, o convite para a participação nesta mostra foi estendido a todos os que, não sendo residentes no município, ali nasceram, trabalham ou com Lagos têm laços de proximidade. Também as cidades geminadas com Lagos foram convidadas, tendo a Cidade Velha, em Cabo Verde, aceite de imediato o desafio.
Nesta 6ª edição estão representadas obras na área das artes visuais, abrangendo diversas sensibilidades artísticas que exploram técnicas da pintura, escultura, fotografia, desenho, instalação ou o vídeo. São 158 obras, da autoria de 83 artistas, que podem ser visitadas em quatro polos expositivos da cidade: Antigos Paços do Concelho (25 obras), Museu Municipal (33 obras), Forte Ponta da Bandeira (18 obras), e no Centro Cultural de Lagos (82 obras), tendo este ano esta iniciativa alcançado o mais elevado número de obras expostas.


A cerimónia de inauguração decorreu no dia 24 de abril, nos Antigos Paços do concelho, e contou, para além dos vários artistas, amigos e familiares, com a presença do executivo municipal, do presidente da Assembleia Municipal, Paulo Morgado, e com a comissária do «365 Algarve», Dália Paulo. “Foi muito gratificante ver esta casa cheia de gente. É sinónimo de que há cultura a acontecer”, considerou Dália Paulo. A Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Maria Joaquina Matos, aproveitou o momento para agradecer a todos os que tornam a MALA possível – programadores, artistas plásticos, associações e coletividades, técnicos e trabalhadores da autarquia – fazendo votos de que este exemplo de participação e cidadania ativa se multiplique.

A mais recente produção do AL Teatro para o público infantojuvenil, intitulada «Salt(e)adores de Histórias», vai ser  apresentada ao público escolar do conselho de Silves, no Teatro Mascarenhas Gregório, em 12 sessões a partir do dia 3 de maio.
Os salteadores trazem uma bagagem cheia de histórias. Com alegria, cosem-nas umas nas outras, juntam-lhes uma pitada de música, poesia e dança, e transformam tudo num espetáculo que é uma espécie de salada de frutas divertida, colorida e vivaça. Para esta salada de frutas decidiram usar histórias que escolheram ser contadas por autores portugueses. Porque é em português que comunicam, que pensam, que imaginam, que criam.
«Salt(e)adores de Histórias» é a 28ª criação do AL Teatro, para maiores de seis anos, dirigida por Bárbara Soares, que também interpreta, juntamente com André Cabrita e Filipe Gonçalves. O AL Teatro é financiado pelo Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes e tem o apoio da Câmara Municipal de Silves.
Integrado no programa «Música nas Igrejas» decorre, no dia 29 de abril, pelas 18h, na Igreja da Misericórdia, um recital do pianista e compositor Luís Conceição.
Luís Conceição nasceu em 1974. Iniciou os estudos musicais com cinco anos, no Conservatório Regional do Algarve, tendo concluído o Curso Geral de Piano. Licenciou-se em Ciências Musicais, na Universidade Nova de Lisboa, e em Piano, na Universidade de Évora. Trabalhou como pianista acompanhador, professor de piano e de história da música em diversos conservatórios nacionais.
Enquanto pianista e compositor, apresentou-se em inúmeras salas nacionais e internacionais, a solo e em formações de câmara e orquestras. Como compositor, tem mais de 250 obras, desde 1993, parte delas gravadas em cinco cd’s de edição de autor. A sua linguagem é, essencialmente, de fusão, apresentando afinidades com a música étnica, erudita e jazz. Leciona, atualmente, na Academia de Música de Tavira e lidera vários projetos musicais, onde privilegia a interdisciplinariedade das artes, nomeadamente, uma relação simbiótica entre música, poesia e cinema. Destes projetos destacam-se o «Trio Osmose», «Entre nós e as palavras» e «Metrópolis». Luís Conceição é, também, autor de obras pedagógicas para crianças no domínio do piano.
O «Música nas Igrejas» visa dinamizar o património edificado, bem como promover o gosto pela música. Os concertos ocorrem todos os sábados e destinam-se ao público em geral.

As comemorações do 43.º aniversário do 25 de abril em Lagos tiveram início na Praça Gil Eanes, onde se procedeu à tradicional cerimónia do Hastear da Bandeira, com a presença dos eleitos locais, forças militares e policiais e das coletividades da cidade, altura em que a Banda Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio e o Grupo Coral do Centro de Estudos de Lagos, interpretaram o Hino Nacional. Antes da Sessão Solene Conjunta da Assembleia Municipal de Lagos, da Câmara Municipal e da Assembleia da Juventude, foi igualmente apresentado o tema de José Afonso «Grândola Vila Morena», seguindo-se as várias mensagens simbólicas deste dia.
As intervenções dos deputados municipais e das escolas representadas na Assembleia da Juventude de Lagos foram-se sucedendo, de forma intercalada, proporcionando uma sessão pontuada por momentos de poesia, cantigas e de uma encenação cénica. Depois de todos os representantes das forças políticas terem discursado, foi a vez da Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Maria Joaquina Matos, focar a sua intervenção na esperança na juventude. “O espírito do 25 de abril continua agora, e com mais força, com as gerações mais novas. Com os jovens, abril nunca acaba, porque não permitirão, nunca, ser amordaçados ou silenciados. Com a força da juventude dos nossos dias, ninguém mais fechará as portas da liberdade”, frisou.
A Presidente da Câmara Municipal aproveitou a ocasião também para reforçar a importância do poder local, “decisivo na promoção do desenvolvimento do país”. “Os testemunhos e as intervenções não se resumiram apenas e somente à saudade de um tempo vivido, mas cheios de vontade, entusiasmo e esperança num futuro promissor assente em fortes alicerces de liberdade. Estamos hoje a celebrar a vida e a liberdade que conquistámos”, destacou a edil, defendendo que “um sistema cada vez mais descentralizado contribuirá, de forma determinante, para a afirmação da justiça e eficácia de todos os propósitos traçados para o país, em geral, e para as regiões/ localidades, em particular”.



A autarca não tem dúvidas de que a descentralização do poder central, com a transferência de mais competências para as autarquias, é o reconhecimento do seu bom desempenho e que “vem potenciar a promoção de um desenvolvimento mais equitativo dos sítios e das suas gentes, a valorização e salvaguarda das identidades locais, dos patrimónios genuínos e únicos de cada espaço, em suma a valorização das culturas regionais”.
O último discurso da Sessão Solene coube ao Presidente da Assembleia Municipal de Lagos, Paulo Morgado, que frisou que estas comemorações servem para “homenagear, de forma simbólica, todos os heroicos militares que ajudaram a tornar Portugal em país livre”. Em simultâneo, elencou três factos que, na sua opinião, deveriam estar sempre presentes: “A liberdade é condição de progresso e de felicidade na condição humana; A liberdade não é adquirida, constrói-se todos os dias; A nossa liberdade não pode oprimir a liberdade do outro, causando dano individual ou coletivo”.
À Sessão Solene seguiu-se o tradicional almoço comemorativo do 25 de abril e, durante a tarde, teve lugar no Cinema de Lagos uma sessão comemorativa do 40º. aniversário da antestreia do filme «Continuar a viver ou os índios da Meia Praia», com a exibição do filme. As comemorações fecharam com um Concerto no Centro Cultural de Lagos, em que subiu ao palco o Quinteto Jazz de Lisboa, prestando um Tributo a Zeca Afonso e Ary dos Santos.

Com o início no mês de maio, o Cartão Mensal do Pavilhão Desportivo Municipal de Loulé vai abranger também a aula de MixTraining, sem aumento de valor da taxa. Para além dos já incluídos ginásio, squash, serviços complementares e Gabinete de Apoio ao Utente, aumenta assim o número de serviços disponíveis para a prática de exercício físico com um único pagamento.
O MixTraining consta numa aula com um médio/elevado nível de intensidade propício para quem deseja perder peso e melhorar a sua capacidade física. São aulas diversificadas de treino funcional, circuito, HIIT, que combinam exercícios de força com exercícios cardiovasculares promovendo um maior gasto de calorias mesmo após o treino. Estas aulas não estão incluídas nos cartões estudante/reformado/isento.



A inauguração da sede administrativa da Junta de Freguesia de Ferreiras foi o ponto alto das comemorações do 25 de abril em Albufeira. Num ambiente de manifesta alegria, assistiu-se à Guarda de Honra e hastear da Bandeira Nacional ao som do Hino, depois do mesmo já ter acontecido nas freguesias de Albufeira e Olhos d’Água, Guia e Paderne.
A nova sede da Junta de Freguesia das Ferreiras foi uma aquisição do Município de Albufeira que, após as devidas obras, somou um investimento de 250 mil euros. Na ocasião foi também realizada a assinatura pública do contrato de comodato por um período de 20 anos renováveis. O espaço vai também, em breve, abrir as portas a cinco agregados familiares por ter cinco habitações acopladas.
Note-se que Ferreiras é a freguesia que mais cresceu demograficamente nos últimos dez anos, logo a seguir a Albufeira, passando de 4951 habitantes em 2001 para 6406 uma década depois, segundo o recenseamento do INE. “Ferreiras merece este espaço, as pessoas merecem o melhor e esta freguesia tem um património que urge descobrir no plano cultural e desportivo, o que constitui um passo significativo para o nosso turismo”, salientou por o presidente da Câmara Municipal, Carlos Silva e Sousa.


O autarca manifestou a vontade de ter um concelho o mais homogéneo possível, “para que Albufeira seja um território de harmonia e assim nos possamos realizar enquanto autarcas”. Depois deste momento, foi tempo para entrega de troféus aos participantes do 2.º Duatlo organizado pelo F.C. Ferreiras, prova que mobilizou uma parte significativa da população ao longo da manhã. As comemorações de Abril prosseguiram com uma Caminhada Noturna organizada pelos Bombeiros Voluntários de Albufeira, com diversas ofertas às centenas de participantes. Na noite anterior, já o concerto «Domingos Caetano tica Zeca Afonso» tinha esgotado o Auditório Municipal de Albufeira.

Na edição deste ano do Festival do Marisco de Olhão, que decorre de 10 a 15 de agosto, reforça-se ainda mais o conceito de família. De facto, a organização, a cargo do Município de Olhão e da empresa municipal Fesnima, aposta nos preços baixos para atrair famílias inteiras que pagam valores bastante convidativos.
Se as crianças até aos seis anos, desde que acompanhadas por um adulto, não pagam entrada, os jovens com idades entre os sete e os doze anos pagam somente três euros, à exceção dos dias 10 e 15 de agosto, quando o valor da entrada nesta faixa etária será de 4,50 euros. Os adultos, nestes dois dias – quando atuam Tony Carreira e Seu Jorge – pagam nove euros pela entrada no recinto, valor que baixa para os seis euros por pessoa nos restantes dias.
Outra novidade do Festival deste ano é a introdução dos Bilhetes Festival, ou seja, um bilhete que pode ser utilizado durante os seis dias do evento por um preço mais acessível. Assim, para os adultos, este custa 36 euros e, para as crianças dos 7 aos 12 anos, fica-se pelos 18 euros. Os bilhetes podem ser adquiridos nas bilheteiras existentes no recinto do Festival ou, brevemente, através da rede Ticketline.

«Acordeão d´Alma» tenta retratar uma história única, a alma de um acordeão que o Algarve traz no peito. O concerto enquadra-se nas comemorações do Dia Mundial do Acordeão, celebrado em todo o mundo durante o mês de maio, recordando o dia 6 de maio de 1829, data em que foi apresentada a patente do acordeão.
O projeto contempla duas apresentações, sendo a primeira no dia 6 de maio, pelas 21h30, no Cine-Teatro Louletano. No dia seguinte, o espetáculo repete-se, desta feita pelas 16h, no Auditório da Biblioteca Municipal de Castro Marim. Em palco haverá um painel em formato de tertúlia, composto por cinco oradores, moderados por um jornalista, onde será feito um enquadramento histórico do instrumento, assim como uma abordagem sobre a alma única e diferenciadora existente no Algarve em torno do Acordeão.
Os momentos de tertúlia serão intercalados por apontamentos musicais a cargo de conceituados acordeonistas de nível mundial: Duo Paris Moscovo (composto pelos campeões mundiais Domi Emorine e Roman Jbanov), João Frade (campeão do mundo), João Filipe Guerreiro (vice campeão do mundo), Nelson Conceição, Emanuel Marçal e Anabela Silva. «Acordeão d´Alma»” é um projeto da Mito Algarvio – Associação de Acordeonistas do Algarve, membros oficiais da Confédération Internationale des Acordéonistes Member of the International Music Council, an NGO oficial partner of UNESCO e apoiado pelo Programa «365 Algarve» e pelos Municípios de Loulé e Castro Marim.

Durante o mês de maio, a Câmara Municipal de Loulé volta a promover um programa de formações, com a realização de três ações com temáticas distintas. Nos dias 12 e 13 de maio, decorre a formação «Plano de Marketing para Organizações Desportivas», pelo formador Horácio Lopes, com o objetivo de dotar os formandos dos conhecimentos necessários para compreender e saber desenvolver um plano de marketing adaptado ao sector do desporto.
No dia 20 tem lugar a ação «A natação para bebés – princípios, objetivos e metodologias», destinada a técnicos (treinadores) de natação, professores de educação física, educadores de infância e a todos os interessados. Esta ação pretende apresentar os princípios que devem orientar o trabalho com bebés no meio aquático, tendo em conta o seu desenvolvimento neuro e psicomotor. «Ciclismo de Iniciação e Escolas de Ciclismo? é a formação que decorre a 28 de maio e que tem como público praticantes, técnicos, professores e todos os interessados nesta modalidade que é emblemática no Concelho de Loulé.
O concelho de Loulé tem-se afirmado a nível regional e nacional pela sua vasta oferta formativa na área desportiva e 2017 não tem sido exceção, no intuito de transformar o Loulé numa referência no que concerne a formações, num «espaço» de conhecimento, partilha de saberes e experiências com vista a uma construção progressiva da qualificação profissional dos agentes associativos.


A 71.ª Conferência do Distrito 1960 vai realizar-se em Albufeira, de 5 a 7 de maio, no Hotel NAU São Rafael Atlântico. O tema desta edição é «Rotary e o Mar – a Construção de Pontes ao Serviço da Humanidade».
A Sessão de Abertura Solene do evento está agendada para a sexta-feira, 5 de maio, às 17h30, e incluirá a cerimónia das bandeiras e apresentação dos hinos com a participação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Albufeira. Pelas 17h55, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira realizará o seu discurso, seguido das intervenções de outros autarcas algarvios e dos Governadores dos Distritos de 1960 e 1970. Pelas 19h, Moita Flores dará uma palestra sobre o tema «Há mar e mar, há ir e voltar…a pirataria e a segurança no mar». O dia terminará com o jantar «Paul Harris», onde serão atribuídas as insígnias de reconhecimento da «Rotary Foundation».
No dia 6, sábado, destaque para a intervenção de Assunção Cristas, ex-Ministra do Mar e atual Deputada da Assembleia da República, que falará sobre «A importância do Mar como plataforma de desenvolvimento económico dos países», às 11h35. No último dia, domingo, realce para a palestra de Pedro Viterbo, diretor do departamento de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, sobre «As Alterações Climatéricas, Desenvolvimento Sustentável do Planeta».
Ao longo dos três dias serão apresentados diversos trabalhos e projetos rotários por vários governadores e companheiros, será aprovado o Relatório de Contas do Ano Rotário e será ainda eleito o representante ao Concelho de Legislação de 2019. A Conferência encerra no final da manhã do dia 7 de maio, com a intervenção do representante do presidente de Rotary International, John Germ, e do Governador do Distrito 1960, Abílio Lopes.
«Caminhos Literários – a importância da leitura literária na formação do leitor» é o tema central do VI Encontro Partilhar Leituras, uma iniciativa da Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa que terá lugar no dia 16 de maio, a partir das 9h30, no Auditório da Biblioteca. O Encontro reunirá vários convidados entre professores e profissionais das bibliotecas, que vão abordar questões relacionadas com a promoção e mediação da leitura junto de diferentes públicos. Reveste-se, também, de um cariz prático com a realização de oficinas que pretendem dotar os participantes de recursos e ferramentas eficazes no desenvolvimento da sua atividade como mediadores da leitura.
«Partilhar Leituras» tem como objetivos: proporcionar um espaço de partilha de ideias em torno da importância da formação dos leitores como fator de sucesso educativo, para além da divulgação de conhecimentos, boas práticas, recursos e experiências dentro da perspetiva da obtenção dos melhores resultados comuns, dos profissionais que trabalham na mediação e promoção do livro e da leitura. O Encontro terá como parceiros a Universidade do Algarve, a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), Instituto Português de Desporto e Juventude e a Associação ARCA e é destinado a profissionais da área da educação e técnicos das Bibliotecas Universitárias, Públicas e Escolares do Algarve, bem como ao público em geral. 

Tavira acolhe, no dia 30 de abril, pelas 10h, com partida e chegada na Praça da República, uma marcha distrital alusiva à prevenção dos maus-tratos na infância e juventude. A ação integra a campanha de consciencialização da comunidade e da família para os direitos das crianças e dos jovens, a qual tem vindo a decorrer durante o mês de abril.
A campanha Laço Azul (Blue Ribbon) surgiu, em 1989, na Virgínia, nos EUA, quando uma avó, Bonnie W. Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro com o intuito de suscitar a curiosidade. A história que Bonnie contou foi trágica e revelou os maus tratos exercidos nos seus netos. O azul simboliza a cor das lesões e deverá servir como um lembrete para a defesa dos mais desprotegidos. A campanha, que começou como a homenagem de uma avó aos netos, expandiu-se e, atualmente, muitos países usam as fitas azuis, durante o mês de abril, em memória daqueles que morreram como resultado de abuso infantil e como forma de apoiar as famílias e fortalecer as comunidades nos esforços necessários para prevenir o abuso infantil e a negligência.
A marcha, inserida no calendário regional do Algarve 2016/2017, é uma organização do Município de Tavira, com a colaboração da Oficina do Barrocal e parceria do Instituto Português do Desporto e Juventude.